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Correio da Manhã

Cultura
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MICHAEL JACKSON LUTA CONTRA RACISMO NA INDÚSTRIA MUSICAL

Michael Jackson está revoltado contra a indústria discográfica americana, e acusou a sua editora, a Sony, de “maléfica e racista”. O cantor, polémico pela forma como perdeu a suas feições de negro, resolveu ainda apoiar a luta dos músicos negros por melhores condições de trabalho.
12 de Julho de 2002 às 23:55
A acusação de Jackson indignou os executivos do sector e um representante da editora Sony reagiu às declarações do músico, sublinhando que “foram as acusações de pedofilia que arruinaram a carreira de Jackson” e não qualquer tipo de perconceito por parte da editora.

Depois desta troca de acusações, o rei da “pop” decidiu juntar-se à luta dos músicos, produtores e outros técnicos negros ligados à indústria musical com o objectivo de reivindicarem um tratamento melhor por parte da indústria discográfica. Nesse sentido, marcou presença no encontro organizado pela National Action Network (NAN), associação negra sediada em Harlem, onde disse de sua justiça.

Para efeito, a NAN admite vir a processar judicialmente as editoras que discriminem trabalhadores negros. “Queremos um diálogo proveitoso e uma relação construtiva com as editoras discográficas”, disse, entretanto, o líder do movimento, o reverendo Al Sharpton.

“Eles vão reunir connosco. Não penso que eles nos podem ignorar depois de Al Sharpton e de Michael Jackson terem dado a cara por este protesto. As editoras podem denegri-los mas não os podem ignorar», adiantou ainda Michael Hardy, conselheiro dos artistas negros.
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