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Correio da Manhã

Cultura
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O Mestre DeRose

O Mestre DeRose é o protótipo do Yôgi moderno: empreendedor, com uma vida extremamente dinâmica e realizadora. Nascido em 1944, teve a sua formação em Yôga no Brasil e na Índia, para onde viajou durante 24 anos.
14 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Recebeu o título de Mestre em Yôga e de Notório saber em Yôga, atribuído pelas Federações de Yôga dos Estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Pará, títulos esses confirmados pela Câmara Municipal de Curitiba, a cidade mais exigente do país. Contudo, para ter o reconhecimento como Mestre de Yôga nada disso seria necessário. Afinal, ninguém questiona o título de Mestre de Karaté ou Mestre de Capoeira. Tem um doutorado nos Estados Unidos, que não ostenta por considerar mais importante o mestrado em Yôga. Contudo, seu nome consta do International Book of Honor, publicado pela American Biographical Institute.
Começou a leccionar em 1960; inaugurou o seu primeiro núcleo de Yôga em 1964; publicou o primeiro livro em 1969 aos 25 anos de idade; fundou a União Nacional de Yôga em 1975; promoveu o primeiro projecto de lei pela regulamentação profissional em 1978; organizou o primeiro Congresso Brasileiro de Yôga em 1981; criou a Confederação Nacional de Yôga em 1988; fundou a Primeira Universidade de Yôga do Brasil em 1994. Em 1998 lançou os alicerces do Conselho Federal de Yôga e do Sindicato de Yôga.
O Mestre DeRose tem actualmente 24 livros, entre os escritos, e somente disponíveis no site oficial (http://www.uni-yoga.org.br), ou publicados com várias reedições no Brasil, Portugal e Espanha. O seu principal livro é o Faça Yôga Antes que Você Precise, 660 páginas, considerado a obra mais completa do mundo, em que constam mais de 2.000 técnicas ilustradas com suas fotos e que além de já ter uma edição portuguesa, no Brasil vai na 10ª edição. Esta obra foi elogiada pelo Presidente da Federação de Yôga da Índia que escreveu: “Este livro é a contribuição monumental ao Yôga deste século e a mais inestimável dádiva ao do século vindouro.” (M. S. Viswanath).
Veja também o que declararam vários Embaixadores da Índia no Brasil e em Portugal, conforme publicado na contra-capa do mencionado livro, a respeito do trabalho do Mestre DeRose.
Foi o Mestre DeRose quem, a partir da década de ’70, introduziu o Yôga nas Universidades Federais, Estaduais e Católicas de praticamente todo o Brasil, nas quais continua até hoje ministrando o Curso de Extensão Universitária para Formação de Instrutores de Yôga. Nestes últimos trinta anos de magistério formou mais de 5.000 instrutores.
Mas também o Mestre DeRose tem as suas idiossincrasias. Não gosta de ser classificado como carioca, paulista ou gaúcho. “Sou brasileiro com muito orgulho. A identificação do cidadão é: brasileiro, empresário, divorciado. Nenhum cartório quer saber se você é baiano ou maranhense. A nacionalidade é brasileira. O resto é bairrismo que alimenta o separatismo e o preconceito. É imperativo edificar a integração nacional e não encorajar a discriminação étnica ou cultural.
Nome completo, só para documentos. “Meu nome de guerra é Mestre DeRose. É assim que sou conhecido, pelo último sobrenome. Da mesma forma como ninguém insiste em publicar o nome completo do Juca Chaves ou do Jô Soares, reivindico a mesma consideração.
O terceiro ponto é não gostar de responder a perguntas sobre a sua vida privada (quantas vezes foi casado, quantos filhos tem, em que cidade nasceu, etc.): “Isso não tem a mínima relevância no contexto da filosofia que ensino. Já falei de mim o suficiente na minha autobiografia (Yôga, Mitos e Verdades, também com edição portuguesa e que no Brasil vai na 35ªedição).”
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