O ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo o Mundo, todas as épocas e todos os ramos de Yôga. Cada Escola adopta um traçado particular que passa a ser o seu emblema. Uns são mais correctos, outros menos; uns mais elegantes, outros nem tanto; e alguns são inciáticos, outros, profanos. Isto pode ser percebido por um iniciado pela simples observação da caligrafia adoptada, ou então prestando atenção no momento em que o símbolo é grafado.
Aquele desenho semelhante ao número 30 que aparece em quase todos os livros e entidades de Yôga, é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M (fonema AU M). Pronuncia-se ÔM. Um erro comum aos que não conhecem Yôga, é pronunciar as três letras “AUM”.
ÔM não tem tradução. Contudo, os hindus consideram-no como o próprio nome do Absoluto, o seu corpo sonoro, devido ao amplo espectro de efeitos colhidos por quem o vocaliza de forma certa, ou o visualiza com um traçado correcto.
Nas escrituras da Índia antiga o ÔM é considerado como o mais poderoso de todos os mantras (vocalização de sons e ultra-sons). Os outros são considerados aspectos do ÔM e o ÔM é a matriz dos demais mantras. É denominado mátriká mantra, ou som matricial.
O ÔM é também o bíja-mantra do ájña chakra, isto é, o som-semente que desenvolve o centro de força situado entre as sobrancelhas, responsável pela meditação, intuição, inteligência, premonição e hiperestesia do pensamento. Por isso, é o mantra que produz melhores resultados para as práticas de dhyána (meditação) e samyama (uma das oito técnicas de uma prática completa de SwáSthya Yôga e que consiste em concentração, meditação e estados de hiperconsciência), bem como desperta um bom número de siddhis (poder paranormal).
Sendo o mantra mais completo e equilibrado, a sua vocalização não apresenta nenhum perigo nem contra-indicação. É estimulante e ao mesmo tempo aquietante, pois consiste numa vibração sáttwica, que contém em si tamas (inércia) e rajas (movimento) sublimados.
Quando traçado em caracteres antigos, ele torna-se um símbolo gráfico denominado yantra (símbolo). O ÔM pode ser traçado de diversas formas. Cada maneira de grafá-lo encerra determinada classe de efeitos e de características ou tendências filosóficas.
Cada linha de Yôga adopta um desenho típico do ÔM que tenha a ver com os seus objectivos, o qual passa a constituir um símbolo seu. Por essa razão, não se deve utilizar o traçado adoptado por uma outra Escola: por uma questão de ética e também para evitar choque de egrégoras.
Se pratica SwáSthya Yôga ou identificou-se com o que aqui expomos, sem dúvida você é um dos nossos. Isso autoriza-o a utilizar o nosso traçado do ÔM para concentrar-se e meditar, bem como a portar a nossa medalha. Só não pode usar o ÔM antes da assinatura, como fazem os graduados e instrutores, enquanto não aprender a forma correcta de traçar e enquanto não obtiver autorização do seu Mestre para incorporá-lo dessa maneira ao seu nome.
Ninguém pode negar que o ÔM seja um símbolo muito poderoso. Ele é forte pelo seu traçado yântrico em si, pela sua antiguidade, pelos seus milhares de anos de impregnação no inconsciente colectivo, pelos bilhões de hindus que o usaram e veneraram, geração após geração, durante dezenas de séculos, desde muito antes de Cristo, antes de Buddha, antes da civilização europeia existir e, durante esse tempo todo, toda essa gente fortaleceu a egrégora do ÔM!
Evidentemente, portando um tal símbolo, estabelecemos sintonia com uma corrente de força, poder e energia que é uma das maiores, mais antigas e mais poderosas da Terra. Por isso, muita gente associa com a ideia de protecção o uso de uma medalha com o símbolo do ÔM. Embora sejamos obrigados a reconhecer certa classe de benefícios dessa ordem, achamos que tal não deve ser a justificativa para portar a medalha, pois, agindo assim, ficaríamos susceptíveis de descambar para o misticismo, contra o qual a nossa linha de Yôga é taxativa. Deve-se usá-la de forma descontraída e se nos dá prazer; se estamos identificados com o que ela significa e com a linhagem que representa. Não por superstição, nem para auferir benefícios.
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