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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Artigo exclusivo

Empresária do sexo vigia clientes ricos com videovigilância

Cátia Ramos instalou câmaras de videovigilância nas casas de prostituição. Clientes foram filmados sem saberem. Está presa na Cadeia de Tires.

15 de junho de 2026 às 01:30

Entre os anos de 2020 e 2025, Cátia Ramos instalou no nosso país um negócio milionário de prostituição de luxo, onde dezenas de mulheres trabalhavam praticamente sem folgas e a pagar elevadas comissões pelos serviços sexuais prestados - divididos entre horários de meia hora, que rendiam 80 euros, e uma hora, que custava ao cliente 150 euros. A cabecilha da rede - que chamava aos clientes “drogados ricos” - conseguiu angariar, segundo a investigação, cerca de dois milhões de euros durante esse período. Abriu três espaços em zonas luxuosas de Lisboa, entre o Campo Pequeno e o Saldanha e sem os clientes saberem vigiou tudo através de câmaras de videovigilância.

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