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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

“O que era uma bênção tornou-se uma cruz”: Raquel Tavares abandona mundo da música

Desencantada com a vida artística e pública, a fadista revelou que se sente “infeliz”, diz que caiu no “vazio” e na “solidão” e anunciou o fim da carreira.

10 de janeiro de 2020 às 08:03

"Fui para lá do que era o limite […]. Cantar, neste momento, é uma coisa que me faz mal […]. Estou infeliz […]. Não tenho verdade nenhuma para cantar." Foi de forma inesperada, de voz embargada e lágrimas nos olhos, que Raquel Tavares anunciou esta quinta-feira o ponto final na carreira.

A cantora fez questão de escolher ‘O Programa da Cristina’ (SIC) para revelar que já abandonou os palcos e que pretende agora dar um novo rumo à vida. "Aquilo que era uma bênção começou a tornar-se uma cruz", desabafou a fadista que confidenciou que a vida artística e pública a fez cair no vazio e na solidão.

"Esta vida tirou-me e afastou-me de muitas pessoas. Algumas desistiram de mim. Eu chego a casa e estou sozinha. Não construí nada. Aos 35 anos, o que é que eu tenho?"

A cantora contou ainda que atuou doente e frágil ao longo do último ano e meio.

"Emagreci dez quilos num mês. Houve uma altura em que dei vinte concertos seguidos com febre", garantiu Raquel, que também chegou a um ponto em que já fugia das fotografias e dos autógrafos.

"No final dos concertos já só me queria esconder. Tantas vezes tive de me enfiar dentro da carrinha, tapar-me com uma manta e chorar. Eu não quero mais cantar." O futuro da fadista poderá passar pela comunicação e pelo jornalismo, "o que sempre quis fazer", diz. "Quero ser anónima."

"Chorava em palco por desespero"

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