Esta semana vamos tentar explicar os sete planos do Universo. Mas onde se encaixa no SwáSthya o estudo dos planos do Universo? Através do livro Corpos do Homem e Planos do Universo, pela primeira vez na literatura mundial especializada fica demonstrado que cada plano corresponde a uma técnica de Yôga, estudo este que ficará para um outro artigo.
O Universo pode ser explicado sob várias ópticas e continua sendo o mesmo Universo. Podemos estudá-lo à luz do Vêdánta, do Sámkhya ou de qualquer outra filosofia e ele continuará a ser o mesmo, observado apenas sob diferentes pontos de vista. A estrutura didáctica que vamos apresentar é a mais simples de se compreender.
No Universo há sete planos denominados, do mais denso para o mais subtil:
- Físico;
- Emocional;
- Mental;
- Intuicional;
- Monádico: palavra de etimologia latina que significa unidade;
- Anupádaka: termo sânscrito sem tradução;
- Ádi: termo sânscrito sem tradução
Nos dois últimos planos ou dimensões, o ser humano não se manifesta. Na qualidade humana, só chegamos até ao plano monádico restam-nos, portanto, cinco dimensões nas quais nós actuamos.
O plano físico está na terceira dimensão (3D). O emocional, na quarta dimensão. O mental, na quinta. O intuicional, na sexta. E o monádico, na sétima dimensão. Este conceito é interessante para esclarecer-nos como podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Também vai auxiliar-nos a compreender porque é tão difícil para um espécimen humano, que esteja com a consciência ano nível mental, conseguir compreender um outro que funcione no intuicional. Com isso podemos apenas vislumbrar a distância abissal que há entre o estado de consciência yôgi que já tenha atingido o samádhi, a meta do Yôga, e um simples mortal que ainda precise de ferramentas mentais para expressar a consciência.
NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA
Falemos, então, de patamares de consciência. Chamamos ao plano físico inconsciente, já que os objectos materiais não são conscientes. Subindo um degrau, o emocional é o subconsciente, pois o seu grau de lucidez ainda não está bem consciente. Um ser emocional ainda não é racional, nem lógico, a sua consciência não está plena. Por isso, não devem tomar-se decisões em estado de emocionalidade (“A emocionalidade estupidifica”, Sútra do SwáSthya Yôga).
Convencionamos que o plano mental é o consciente, pois o ser humano diz que está consciente quando usa o mental, quando está acordado, quando não está e coma, etc. o plano intuicional, como está acima do que consideramos consciente, é denominado superconsciente. E o plano monádico, o mais elevado que o ser humano experimenta, é chamado de hiperconsciente, um estado indescritível de megalucidez. Esta é a meta do Yôga Antigo e de qualquer Yôga legítimo: ampliar a consciência até à dimensão da megalucidez, a qual conduz ao autoconhecimento.
Com base no livro “Corpo do Homem e Planos do Universo”, Mestre DeRose (www.uni-yoga.org)
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