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Paixão e loucura com OneRepublic

Grupo norte-americano liderado por Ryan Tedder levou ao delírio os milhares de jovens que ontem à noite encheram o MeoArena, em Lisboa.

22 de novembro de 2014 às 14:00

O entusiasmo estava estampado na cara dos jovens que esperavam com impaciência a abertura das portas do antigo Pavilhão Atlântico, ao mesmo tempo que os pais lhes davam os últimos conselhos para não se envolverem em confusões. Finalmente, às 19h00 foi uma correria desenfreada para conseguirem apanhar os melhores lugares junto ao palco.

Quase três horas depois, os OneRepublic começaram a tocar Don’t Look Down, por detrás de uma enorme cortina branca que cai ao som de Light It Up e de uma histeria ensurdecedora saída das gargantas daquela multidão juvenil disposta a gozar o momento até ao último segundo. Envolvido por um impressionante jogo de luzes e imagens de vídeo, o grupo de Ryan Tedder apoiou-se nas melhores canções dos seus três discos, com o vocalista em diálogo constante com o público.

Stop and Stare, Something I Need e Apologize foram tocadas em rápida sucessão, sem deixar espaço para respirar. Ryan Tedder mostrou em palco por que razão é a coqueluche do momento. Produtor e letrista de nomes como Adele, Beyoncé, James Blunt, Taylor Swift e U2, entre outras estrelas do pop rock mundial, o líder dos OneRepublic mostrou uma grande humildade junto do seu público.

A sua voz quente e harmoniosa apenas reforçou a qualidade das canções em jogo e mostrou o enorme potencial da banda norte-americana. Sem fazer quaisquer concessões, mostrou um à-vontade assinalável que a produção cénica nunca escondeu. Um dançável Counting Stars trouxe de novo a loucura à sala lisboeta, que ganhou ainda mais força com Cant’ Stop

"Tivemos concertos fantásticos na Europa", afirmou o cantor para uma audiência extasiada, "mas Lisboa foi, sem dúvida, a melhor cidade para fechar a nossa digressão europeia". Tedder nunca regateou elogios ao nosso país, rematada com a imprescindível exibição da bandeira nacional, para gáudio da assistência, antes de o grupo arrancar para um louco I Lived, com que terminou o concerto.

Exigia-se o regresso ao palco dos OneRepublic, gritado por milhares de vozes, vontade respondida de imediato pelos rapazes de Colorado Springs. "De todos os países que já visitámos nos cinco continentes", afirmou o vocalista, "há dois ou três onde fazemos questão de passar férias; Portugal é um deles!". Não era preciso muito mais para que a casa quase viesse abaixo com os berros do público. E até houve direito a um brinde de champanhe na despedida de um dos companheiros de estrada nos últimos seis anos, antes de atacar a versão If I Lose Myself misturada por Alesso.

Já cá na rua, a excitação por uma noite que não será esquecida tão depressa, era visível. "Ele adora o nosso país", exclamava uma rapariga, entre muitos outros comentários de satisfação. Até poderia parecer um cliché, dito ao longo de uma digressão que correu bastante bem aos OneRepublic, mas ninguém queria saber disso. Aquele momento era dos fãs, e apenas deles.

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