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Pirataria tira 40 milhões

Em 2012, o mercado nacional da venda de filmes e videojogos sofreu uma quebra de cerca de 40% em relação ao ano anterior. "O valor monetário perdido foi de cerca de 60 milhões de euros, 40 milhões dos quais para a pirataria", avança ao CM Carlos Eugénio, diretor-geral do Mapinet (Movimento Cívico Anti Pirataria na Internet).

14 de março de 2013 às 01:00

O entretenimento é dos setores que mais perdem todos os anos com os downloads ilegais, segundo dados da organização.

Logo a seguir ao cinema e aos videojogos, está a indústria da música, que, ainda assim, apesar de ser um dos mercados que mais têm perdido para a pirataria, em 2012, e ao fim de 14 anos, conseguiu uma subida histórica, segundo a Federação Internacional da Indústria Discográfica. Graças ao suporte digital, o setor verificou, a nível mundial, um aumento de 0,3 por cento em 2012, o que se traduz em 12 600 milhões de euros em receitas. Ainda de acordo com aquela federação, os downloads legais cresceram 12% em 2012.

Diz o Mapinet que os filmes mais pirateados são as novidades e os nomeados para Óscares.

Em 2011, este organismo conseguiu remover 18 123 links ilegais de filmes e 12 558 de música. Foram ainda retirados da internet 2646 links de livros, demonstrando que a pirataria na web não tem limites.

"Neste momento, a ‘cadeia de exploração' da internet não é justa. Quem produz ou cria algo, desde que seja passível de existir na forma digital, tem grandes hipóteses de ver essa criação disponível, sem a sua autorização ou o seu conhecimento, na internet sem que usufrua de qualquer tipo de remuneração", alerta Carlos Eugénio.

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