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Presidente cabo-verdiano classifica António Lobo Antunes como escritor imortal

"Deixa uma vasta obra que prenuncia a sua imortalidade", escreveu José Maria Neves.

05 de março de 2026 às 12:15

O Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, classificou esta quinta-feira António Lobo Antunes como um escritor imortal, numa publicação na Internet a propósito da morte do autor português.

"Deixa uma vasta obra que prenuncia a sua imortalidade", escreveu José Maria Neves na rede social Facebook.

O chefe de Estado assinalou dois títulos: De entre os seus mais de 30 romances, "Os Cus de Judas" (1979) e "Fado Alexandrino" (1983) "são considerados pela crítica os seus melhores livros".

"Morre um dos maiores escritores de língua portuguesa e um dos grandes da literatura mundial", referiu.

O escritor António Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu esta quinta-feira, aos 83 anos.

António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

A República Portuguesa condecorou o autor do "Memória de Elefante" com a grã-cruz da Ordem de Sant'Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de "Commandeur" da Ordem das Artes e das Letras, em 2008. Foi Prémio Camões em 2007.

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