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Correio da Manhã

Cultura
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RECORDAR A OBRA DE VINICIUS MORAIS

Foi uma noite de consolação, com alguma nostalgia pelo meio, aquela que a cantora brasileira Paula Morelenbaum proporcionou anteontem na Aula Magna, em Lisboa, de promoção ao seu último disco, ‘Beribaum’, trabalho de concepção musical contemporânea dedicado à obra de Vinicius de Moraes, o grande poeta da bossa-nova.
12 de Outubro de 2004 às 00:00
O público respondeu à chamada e não se arrependeu. Contas feitas, no final do espectáculo, Paula Morelenbaum tinha oferecido a todos uma mão-cheia de pormenores interessantes do ponto de vista instrumental.
As ideias musicais que Bebel Gilberto e Celso Fonseca trouxeram para a bossa-nova foram bem marcantes, Paula Morelenbaum apareceu com um figurino musical cheio de electrónica, fazendo até remixes de alguns temas de Vinicius, a bateria com caixa de ritmos e os teclados recheados de sintetizadores foram os instrumentos mais influentes deste ambiente musical. A sua voz, clara e bela e a capacidade interpretativa dos velhos temas deu uma enorme dimensão ao espetáculo, bem sentido por um público, entusiasmado e agradado.
Ouvimos coisa lindas como : ‘Tomara’, ‘Consolação’, ‘Berimbau’, ‘Brigas Nunca Mais’, ‘Insensatez’, ‘Primavera’, ‘Canto de Ossanha’, ‘Você e Eu’, ‘O Morro Não Tem Vez’. António Carlos Jobim esteve em evidência mas Carlos Lyra, Chico Buarque e Baden Powell também foram lembrados.
No final, nos camarins, a cantora estava cansada e feliz, assinando capas de discos a muitos admiradores. Em declarações ao CM afirmou que em Portugal é onde canta com maior felicidade, reiterou a paixão pelo nosso público e lembrou que já viu o CCB e o Coliseu cheios em espectáculos onde interveio como cantora. Porque é que será?
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