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Robert Duvall e uma das mais icónicas frases do cinema: "Adoro o cheiro do Napalm pela manhã"

"Bob faleceu pacificamente em casa", escreveu a mulher nas redes sociais.

16 de fevereiro de 2026 às 21:12

Por se considerar uma pessoa que amadureceu tarde dizia que gostava mais dos seus filmes recentes do que dos antigos; reconhecia que Hollywood era a Meca do cinema, mas que qualquer um, em qualquer lugar do mundo, podia fazer um filme. Era anti-vedeta, era avesso à fama e a todo o glamour que envolvia o cinema e apesar de ter ganho um Óscar, em 1986, dizia que ser uma estrela era mais o sonho dos agentes e não dos atores. Robert Duvall, um dos grandes ícones do cinema, morreu domingo, aos 95 anos. A morte do ator foi anunciada esta segunda-feira pela sua mulher, Luciana Duvall. "Ontem dissemos adeus ao meu amado marido, amigo querido e um dos maiores actores do nosso tempo. Bob faleceu pacificamente em casa", escreveu nas redes sociais. "Para o mundo, ele era um ator vencedor de um Óscar, um realizador, um contador de histórias. Para mim, ele era simplesmente tudo... A sua paixão pelo seu ofício só era igualada pelo seu profundo amor pelas personagens, por uma boa refeição e por estar na corte."

Nascido em San Diego, 5 de janeiro de 1931, filho de uma atriz amadora e de um almirante da Marinha dos Estados Unidos, Duvall chegou a servir o exército dos Estados Unidos durante a Guerra da Coreia entre 1953 e 1954, tendo, em 1955, iniciado os seus estudos numa escola de teatro em Nova Iorque e tido como colegas Dustin Hoffman, Gene Hackman e James Caan. A par dos estudos e de alguns trabalhos como ator foi funcionário dos correios de Manhattan. Duvall começou sua carreira na televisão com papéis menores na década de 1960 em séries como 'The Defenders', 'Playhouse 90' e 'Armstrong Circle Theatre'. Estreou-se na Broadway na peça 'Wait Until Dark' em 1966. A sua estreia no cinema foi em 'Boo Radley' em 'O Sol É Para Todos', em 1962. Ao longo dos 70 anos de carreira teve mais de 120 nomeações, tendo recebido 61 prémios. Foi casado quatro vezes mas nunca teve filhos. 

Entre as dezenas de produções e filmes ao longo da carreira, deixa, como legado as suas participações, entre outros, em ‘Amor e Compaixão’ (1983), que lhe valeu o Óscar de Melhor Ator, em ‘O Padrinho’ (1972) e em ‘Apocalypse Now’ (1979), devendo-se a ele uma das frases mais lendárias de um dos mais aclamados filmes de guerra do cinema: “Adoro o cheiro do Napalm pela manhã”. 

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