António Moncada escreveu ‘Memórias de um Neto’.
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Aristides de Sousa Mendes é conhecido como o cônsul que desafiou as ordens de Salazar e passou vistos a 30 mil judeus que tentavam escapar ao regime nazi, salvando-lhes a vida. Contudo, poucos conhecem este homem na intimidade.
Por esta razão, António Moncada Sousa Mendes, um dos 39 netos do diplomata, decidiu escrever ‘Memórias de um neto’ (Ed. Desassossego), baseado em relatos do avô que "viveu os últimos anos como um refugiado no seu país".
"Ser neto de Aristides de Sousa Mendes é uma missão de vida. Não posso repetir os seus atos de bondade, mas posso dar-lhes eco", revela ao CM o autor, que quis apresentar o avô como o "homem com fraquezas que era e não um santo."
O livro revela como Aristides era inseparável da família, sobretudo do gémeo César, teve um caso extraconjugal em França, do qual nasceu uma menina, e sofreu um acidente de carro com a irmã Lúcia, onze anos após as aparições de Fátima, que acabou por se revelar um verdadeiro ‘milagre’.
PORMENORES
Descendente de nobres
Aristides de Sousa Mendes nasceu em Cabanas de Viriato, a 19 de julho de 1885, no seio de uma família da alta burguesia. Enquanto cônsul em Bordéus durante a invasão da França pelas tropas de Hitler, concedeu milhares de vistos a refugiados.
Reconhecido por Israel
Aristides de Sousa Mendes é um dos ‘Justos entre as Nações’, título oficial conferido pelo Yad Vashem, Memorial do Holocausto, em nome do Estado de Israel, a não judeus que arriscaram a vida para salvar judeus.
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