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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Sting reabre Bataclan um ano depois dos atentados

Cerca de 1500 bilhetes para concerto desapareceram em apenas uma hora.

12 de novembro de 2016 às 01:45

O Bataclan, em Paris, reabre hoje à noite, véspera do primeiro aniversário dos atentados terroristas que custaram a vida a 90 pessoas, quando assistiam a um concerto dos Eagles of Death Metal.

Completamente renovada, após oito meses de obras, a sala de espetáculos parisiense volta a encher, desta vez para ouvir Sting.

Os bilhetes, cerca de 1500, postos à venda na passada terça-feira, esgotaram em apenas uma hora. "Aceitei este convite, primeiro para recordar e honrar os que perderam a vida no ataque há um ano, e segundo para celebrar a vida e a música que esta sala histórica representa. Ao fazê-lo, espero respeitar a memória e o espírito dos que tombaram. Não os esqueceremos", escreveu o músico, de 65 anos, na sua página oficial.

Sting, que já tinha tocado no Bataclan em 1979, não cobrará cachet pelo concerto, já que todas as receitas revertem a favor das duas associações de apoio aos sobreviventes e famílias das vítimas dos atentados: Life for Paris e 13 Novembre: Fraternité Verité.

A funcionar desde 1865 , o Bataclan já recebeu nomes como Velvet Underground, the Clash e Prince. Depois de vários músicos franceses declinarem o convite para reabrir a sala, devido ao peso emocional que o evento acarreta, já foram agendados 24 concertos.

O próximo artista a pisar o palco será Peter Doherty (dia 16), que também já esgotou, seguido de Youssou N’Dour, Marianne Faithfull e os portugueses Resistência, que atuam a 29 de janeiro.

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