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Correio da Manhã

Cultura
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Uma peça sobre o mal que há dentro de nós

Última peça do Aberto em 2017 é do irlandês Conor McPherson e chega ao palco na próxima terça-feira, 19.
Ana Maria Ribeiro 17 de Dezembro de 2017 às 08:47
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Peça 'Noite Viva'
Na garagem de uma vivenda pobre dos arredores de Lisboa vive o Tomás [Vítor Norte], um "jovem-velho" de 60 anos a quem, um dia, aparece uma rapariga de 22 anos por quem ele se apaixona. Em torno desta estranha relação decorre a ação da peça 'Noite Viva', que o irlandês Conor McPherson escreveu e dirigiu em 2013 e que o encenador João Lourenço estreia terça-feira, no Teatro Aberto, em Lisboa.

"A rapariga [interpretada pela atriz Anna Eremin, de 'Jogo Duplo', da TVI] é um anjo negro que entra na vida deste homem e transforma tudo", explica João Lourenço, que convidou ainda para o elenco os atores Rui Mendes, Filipe Vargas e Bruno Bernardo. "Ela é a encarnação do mal que há no nosso quotidiano, nas nossas cidades, e cabe ao espectador decidir se aqui há, ou não, redenção."

Além da peça propriamente dita, este é um espetáculo 'dois em um', já que ao teatro junta... o cinema. Um filme escrito por Vera San Payo de Lemos e João Lourenço e realizado por este último com Nuno Neves, acompanha, acrescenta e ilumina a peça, mas João Lourenço recorda que "não é nada de novo" no seu trabalho. "Nos meus espetáculos há muitas vezes vídeo, porque sempre gostei muito de imagem. Aqui limitamo-nos a levar as coisas mais longe", explica. "Foi uma experiência que nos apeteceu fazer e que o público julgará", conclui.

'Noite Viva' é para ver de quarta a sábado às 21h30 e nos domingos às 16h00. Os bilhetes custam entre 7,5 e 15 euros.
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