Barra Cofina

Correio da Manhã

Cultura
1

Varanda demitida por “incompatibilidade”

Responsável da DGArtes mantinha cargo de direção em projeto subsidiado pelo Governo.
Sónia Dias 5 de Maio de 2018 às 01:30
Luís Filipe Castro Mendes
Paula Varandas
Luís Filipe Castro Mendes
Paula Varandas
Luís Filipe Castro Mendes
Paula Varandas
Incompatibilidade" e "perda de confiança política" foram as razões ontem apontadas pelo ministro da Cultura para a demissão de Paula Varanda, diretora-geral das Artes (DGArtes), depois de saber que esta "manteve funções numa entidade cultural, o que configura uma incompatibilidade". Em comunicado, o gabinete de Luís Filipe Castro Mendes disse que "teve conhecimento [da situação] recentemente".

Foi na quinta-feira que o Ministério da Cultura foi confrontado com uma investigação do programa ‘Sexta às 9’, da RTP 1 (emitido ontem à noite), que revela que Paula Varanda nunca deixou de ser diretora artística da Dansul, promovida pela AMDA – Associação em Mértola para Desenvolver e Animar, a cuja direção também preside e que, entre 2008 e 2014, recebeu mais de 115 mil euros em apoios.

A investigação revela ainda que, em 2017, Paula Varanda assinou um contrato com a RTP no valor de 22 mil euros para produzir o documentário ‘Andar em Frente’, sobre o cancro da mama.

Face a estas acusações, Paula Varanda disse, em comunicado, que cessou funções como diretora artística da Dansul em 2016, após ter recebido o convite para a DGArtes, mas continuou na direção do projeto (AMDA) "porque a Assembleia Geral não conseguiu até à data apresentar um novo corpo gerente ou deliberar o encerramento da associação", garantindo que não auferiu "qualquer remuneração".

Sobre o documentário da RTP, diz que se tratou de "serviço voluntário" e que o dinheiro serviu para pagar à equipa.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)