UEFA nomeia árbitro impedido de entrar nos EUA para a Supertaça Europeia
Omar Abdulkadir Artan, que deveria ser o primeiro somali a arbitrar jogos do Mundial2026 de futebol, viu ser-lhe negada autorização para entrar nos Estados Unidos.
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos para dirigir jogos do Mundial2026 de futebol, foi nomeado para apitar a Supertaça Europeia, entre o Paris Saint-Germain e o Aston Villa, anunciou hoje a UEFA.
"O futebol tem o propósito de unir as pessoas, e a UEFA deseja demonstrar seu respeito por Omar e suas excelentes habilidades de arbitragem", disse Aleksander Ceferin, presidente do organismo europeu, em comunicado.
Segundo a UEFA, a decisão de nomear o árbitro de 34 anos "foi tomada no âmbito de um acordo recentemente assinado entre com a CAF [Confederação Africana de Futebol] para incentivar a cooperação em diversas áreas, incluindo a arbitragem".
O comunicado garante que as duas confederações "estão unidas por um desejo comum de desenvolver o futebol em todos os níveis e de promover os valores fundamentais da unidade, igualdade e não discriminação".
A Supertaça Europeia está agendada para 12 de agosto, na cidade austríaca de Salzburgo, e colocará frente a frente os franceses do PSG, bicampeões europeus e detentores do troféu, aos ingleses do Aston Villa, vencedores da Liga Europa.
Na segunda-feira, Omar Abdulkadir Artan, que deveria ser o primeiro somali a arbitrar jogos do Mundial2026 de futebol, viu ser-lhe negada autorização para entrar nos Estados Unidos, um dos três países que vai receber o Mundial2026, juntamente com o Canadá e o México.
Em comunicado, a FIFA confirmou que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar ou apitar jogos do Mundial2026, depois de lhe ter sido negada a entrada nos Estados Unidos, e sublinhou que "não interfere nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos".
Na terça-feira, o governo da Somália considerou hoje "lamentável" a proibição de entrada imposta a Omar Abdulkadir Artan, e o responsável pelos direitos humanos da ONU pediu hoje aos EUA que revejam completamente a sua política migratória no contexto do Mundial2026 de futebol.
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