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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Emoção e um susto no adeus a Reinaldo Teles, o "chefinho" do FC Porto

Pinto da Costa sofreu indisposição e teve de ser assistido. Conceição logo explicou que o presidente estava bem.

28 de novembro de 2020 às 09:44

A emoção da perda de um amigo e companheiro de tantas batalhas abalou Jorge Nuno Pinto da Costa. O presidente do FC Porto sentiu-se indisposto na última homenagem a Reinaldo Teles, o que originou um susto durante o cortejo fúnebre. Foi assistido e mostrou-se, minutos depois, totalmente restabelecido.

Após missa na Igreja do Bonfim, a urna de Reinaldo - que morreu na quarta-feira, vítima de Covid-19 - foi levada até ao Dragão. Aí tiveram lugar um minuto de silêncio e um estrondoso aplauso de dezenas de portistas e figuras do desporto. O carro fúnebre começou, então, uma volta ao recinto e Pinto da Costa estava na frente do cortejo quando se sentiu mal. Foi socorrido pelos Bombeiros de Carvalhos - estavam de prevenção - e levado, de carro, para o interior do estádio. Ao seu lado, na cerimónia, encontrava-se Sérgio Conceição.

“É normal que não se tenha sentido tão bem pelo conjunto de emoções, perante uma pessoa que conhecia há tantos anos e que fez todo o percurso junto dele, com tantos êxitos. Mas está tudo bem com o nosso presidente”, referiu o treinador na sala de imprensa, junto à qual passaria logo depois, a pé, Pinto da Costa, já restabelecido. Nélson Puga, médico do FC Porto, acompanhou a situação, e confirmou que estava “tudo bem” com o líder dos dragões, de 82 anos, que até liderou a comitiva, à tarde, no voo para os Açores. Reinaldo Teles foi sepultado no Prado do Repouso.

"Sem espaço para perder mais pontos"

Numa conferência marcada pela perda de Reinaldo Teles, Sérgio Conceição começou por referir que é “um momento forte e emocionante” e que os jogadores também o sentem até pela “grandeza da pessoa em questão”. Já sobre o futebol, assume que não há margem de manobra nos Açores face à desvantagem de seis pontos para o líder Sporting. “Temos de olhar para o jogo como uma final, porque não temos espaço para perder mais tempo ou pontos. Quarto lugar? Desde que aqui estamos é inédito, mas não me tira o sono. Temos de voltar ao lugar que queremos”, disse, entre críticas ao calendário: “Vamos jogar com menos de 72 horas de intervalo. É preciso que se pense nisto. No fim, se eu não ganhar, o Sérgio Conceição não percebe nada”.

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