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Correio da Manhã

Desporto

Benfica diz que acusação no caso e-toupeira é "absurda e injustificada"

Águias reagiram à acusação divulgada pela Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.
4 de Setembro de 2018 às 20:39
Luís Filipe Vieira com Paulo Gonçalves
Estádio da Luz
Estádio da Luz
Estádio da Luz
Luís Filipe Vieira com Paulo Gonçalves
Estádio da Luz
Estádio da Luz
Estádio da Luz
Luís Filipe Vieira com Paulo Gonçalves
Estádio da Luz
Estádio da Luz
Estádio da Luz

A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, reagiu esta terça-feira à acusação no caso e-toupeira divulgado pela Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

As águias consideram a acusação, divulgada esta tarde pela  Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, "absurda e injusta" e consideram "insólito e lamentável" que a acusação tenha sido tornada pública antes da SAD - acusada no processo, tal como o administrador Paulo Gonçalves - fossem notificados da mesma.

A Benfica SAD comunicou ainda à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que teve conhecimento da acusação do Ministério Público no caso "e-toupeira" por comunicado e que espera os termos da acusação para reagir.

"A Sociedade considera que não existem factos que justifiquem qualquer acusação no âmbito deste processo e informa que irá reagir, logo que tenha conhecimento dos termos concretos da acusação", refere a nota da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Benfica à CMVM.

A SAD 'encarnada' refere que a decisão do Ministério Público (MP) foi divulgada através de um comunicado disponibilizado no sítio na Internet da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), "sem notificação e o conhecimento do conteúdo pelas partes envolvidas".

A reação do Benfica surge poucas horas depois de o MP ter divulgado uma nota com a acusação a dois funcionários judiciais, à SAD do Benfica e a um seu colaborador de vários crimes, incluindo corrupção, favorecimento pessoal, peculato e falsidade informática.

O MP "requereu o julgamento em tribunal coletivo por factos apurados no âmbito do inquérito referente aos acessos ao sistema CITIUS", conhecido por "e-toupeira".

"A acusação foi deduzida contra quatro arguidos: dois funcionários judiciais (um deles observador de arbitragem), um colaborador de sociedade anónima desportiva e uma pessoa coletiva (sociedade anónima desportiva)", adianta a PGDL.

Este processo envolve o assessor jurídico do Benfica, Paulo Gonçalves, que foi constituído arguido.

Em causa estão os crimes de corrupção passiva (e pena acessória de proibição do exercício de função), corrupção ativa e oferta ou recebimento indevido de vantagem (e na pena acessória relativa ao regime de responsabilidade penal por comportamentos suscetíveis de afetar a verdade, a lealdade e a correção da competição e do seu resultado na atividade desportiva)".

Favorecimento pessoal, violação do segredo de justiça, violação de segredo por funcionário, peculato, acesso indevido, violação do dever de sigilo e falsidade informática são os outros crimes imputados aos acusados.

Em comunicado publicado na página do clube, a SAD do Benfica reiterou esta terça-feira a inexistência de factos que justifiquem a acusação no caso "e-toupeira" e prometeu reagir para "desmontar" as "absurdas e injustificadas imputações".

Leia o comunicado na íntegra:

"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, tendo tomado conhecimento, através de um comunicado da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, do requerimento do Ministério Público com a dedução da acusação em que constitui como arguida a SAD do Benfica, enquanto pessoa coletiva, no âmbito de um inquérito sobre violação do segredo de justiça, esclarece:

1. Lamentamos o insólito e lamentável facto de ser emitido um Comunicado da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa a enunciar o termo da acusação, sem notificação e o conhecimento do conteúdo pelas partes envolvidas.

2. Mantemos a firmeza e clareza da nossa posição, anunciada logo que foi dado conhecimento público desta situação, quanto à inexistência de factos que justifiquem qualquer acusação no âmbito deste processo.

3. Informamos que iremos reagir, logo que tenhamos conhecimento dos termos concretos da acusação, com total rigor e firmeza no sentido de desmontar as absurdas e injustificadas imputações do Ministério Público, o que será feito, estamos certos, ao longo deste processo.

4. Por fim, repetimos e reafirmamos perante todos os milhões de Sócios, adeptos e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica a nossa total convicção de que no fim a Lei prevalecerá e será provado que nenhum elemento da Administração da SAD do Sport Lisboa e Benfica teve qualquer tipo de contacto ou conhecimento sobre os factos imputados neste processo. Factos que versam afinal sobre uma matéria sobre a qual, se alguém tem sido vítima, trata-se precisamente do Benfica. Vítima de violação sistemática do segredo de justiça e de arbitrariedade de decisões que merecem da nossa parte o mais forte repúdio e resposta compatível nas instâncias legais".

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