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Correio da Manhã

Desporto
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Empate no dérbi com emoção dá título justo ao FC Porto

Benfica domina a primeira parte, na qual Varela não fez uma defesa digna de nota.
Octávio Ribeiro(octavioribeiro@cmjornal.pt) 6 de Maio de 2018 às 01:30
As melhores imagens do dérbi Sporting-Benfica
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Sporting-Benfica
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Sporting-Benfica
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Sporting-Benfica
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Há empates a zero carregados de emoção. Se o golo é o sal do futebol, este dérbi dietético está carregado de energias positivas. Principalmente para a grande tribo azul e branca, que vê o tão desejado título chegar, entregue pelas fabulosas mãos de Rui Patrício. O FC Porto é um campeão justo, como justo acaba por ser este empate a zero.

Depois de a Juve Leo encher a área de Rui Patrício com flamejantes sinais de guerra, num gesto incompreensível para com um dos melhores guardiões do Mundo, pode verificar-se que as equipas entram com enorme respeito mútuo. O centro do terreno está muito povoado, com os enormes William e Battaglia a chocarem de frente com os não menos pesados Fejsa e Samaris.

A estratégia de Rui Vitória entrega a ala direita a Pizzi e solta Rafa na esquerda. Com menos vinte centímetros do que o seu marcador direto, Rafa faz gato-sapato de Piccini durante todo o primeiro tempo. É Rafa quem atira ao poste, aos 8’, depois de ganhar sprint a Piccini e perante a saída de Patrício. É Rafa quem volta a ver o poste no destino final de um grande remate, aos 38’, mas aqui com Rui Patrício a fazer o desvio para o ferro na defesa da noite.

O Benfica domina toda a primeira parte. Varela não faz defesa digna de nota, Patrício torna-se no melhor em campo com um punhado de defesas que podem valer ao Sporting tantos milhões como a sua planeada venda para o Nápoles.

O Sporting só cheira a golo no último minuto dos três de descontos. Bas Dost tem uma virtuosa rotação sobre dois adversários, fica isolado na meia direita, dentro da área. Com Varela a meio caminho, numa saída para encurtar ângulo, o holandês resolve ser coletivista. Não remata. Opta por um passe infantil para Gelson e corte simples da defesa, com suspiro triste das bancadas de Alvalade.

A segunda parte é muito menos bem jogada. Mais lenta, mais aos repelões. Com muito menos emoção junto das áreas. Mas o Sporting equilibra o jogo. Os lances de ataque passam para próximo da área de Varela. Porém, uma soberba exibição de Jardel, que faz o melhor jogo de topo, na sua já longa carreira no Benfica, e o desacerto dos sportinguistas no último passe permitem a Varela terminar o jogo, qual Nené de outras eras, sem sujar os calções.

Com o futebol pobre deste segundo tempo, a emoção vem de várias quezílias e lances violentos com o árbitro a perdoar vermelhos diretos a Rúben Dias, aos 84’, e a Bruno Fernandes, aos 90+4’. No caso do benfiquista, o árbitro nem amarelo mostrou. Apetece, mais uma vez, questionar para que serve o vídeo-árbitro.

A estes lances mal julgados junta-se um fora de jogo mal tirado a Gelson, aos 90+2’, com Xistra a apitar sem deixar terminar o lance, como caberia, para posterior avaliação com recurso a vídeo.

Champions: Sporting apenas depende de si 
O empate de ontem em Alvalade garante ao FC Porto o 28º título do seu historial. Na luta pelo segundo lugar, que confere o acesso à 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, o Sporting só depende de si e assegura a posição no final da Liga se ganhar na Madeira ou se fizer qualquer outro resultado igual ao do Benfica (joga em casa com o Moreirense).

Com uma exceção: caso Benfica e Sporting percam na última jornada e o Sp. Braga ganhe (ficariam todos com 78 pontos), o Benfica é segundo, o Sp. Braga terceiro e o Sporting é quarto. O empate a três favorece a equipa do Benfica.

Luta pelo 3.º lugar define entrada na Liga Europa 
A questão do terceiro lugar na classificação da Liga também está em aberto. Caso o Sporting fique em segundo lugar e ganhe a Taça de Portugal, o terceiro classificado do campeonato tem bilhete garantido para a fase de grupos da Liga Europa.

Neste caso, o quarto classificado garante o acesso à terceira pré-eliminatória da Liga Europa e o quinto classificado do campeonato (Rio Ave ou Marítimo) acede à segunda pré-eliminatória da Liga Europa.

ANÁLISE 
Rui Patrício em grande
Patrício é, junto com Ronaldo, a maior promessa de um grande Mundial para Portugal. A forma como defende a baliza dos leões é a melhor resposta a uma saraivada pirotécnica, montada por um setor da claque leonina. Se Patrício sair do Sporting, merece uma homenagem. Não esta selvajaria.

Cotovelos de Rúben
Rúben Dias pode ser o patrão da defesa nacional nos próximos anos. Precisa de encontrar equilíbrio na utilização dos braços. Várias vezes fica nas mãos dos árbitros em lances de potencial penálti. Cotovelada a Gelson é merecedora de censura, após vermelho a que escapou.

Xistra sem dimensão
Carlos Xistra não tem dimensão para estas decisões tão elevadas e recheadas de milhões. Usa mal o apoio dos meios vídeo e tem receio de castigar jogadores dos grandes. A equipa de arbitragem sai deste dérbi como a pior das três que participaram no espetáculo.
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