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Assédio do Benfica vale um milhão a Jesus: "Aumentaram-me o ordenado"

Treinador dá entrevista em exclusivo à CMTV e revela novos do ataque a Alcochete.
3 de Dezembro de 2018 às 22:15
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ordenado 1 milhao
Jorge Jesus, treinador do Al Hilal, recebeu o Correio da Manhã no Dubai, onde passou um dia de folga. O técnico falou de três temas essenciais: o ataque à academia de Alcochete, a vida no futebol árabe e a relação com o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.

O antigo treinador do Benfica garantiu em entrevista ao Correio da Manhã que não recebeu qualquer proposta dos encarnados durante a crise de resultados das águias. Jorge Jesus assumiu que esteve na mesma situação que Rui Vitória e que Luís Filipe Vieira lhe deu o mesmo voto de confiança, mas em circunstâncias diferentes. 


Jorge Jesus relembra que o Benfica perdeu "nas decisões" e não em "dezembro ou em outubro". "Nós estávamos à beira de ganhar tudo, se estávamos à beira de ganhar queremos que tu fiques", revelou o agora técnico do Al Hilal.

O assédio do Benfica valeu a JJ mais um milhão de euros no salário: "Há três semanas aumentaram o meu ordenado em um milhão". O técnico assume, no entanto, que "a mala [para regressar a Portugal] continua feita". "Recusei um contrato de quatro anos" na Arábia Saudita, assumiu Jesus.

"Quem mudou a hora de treino foi Bruno de Carvalho"
O ex-técnico do Sporting fez novas revelações sobre o ataque à Academia de Alcochete. "Quem mudou a hora de treino foi Bruno de Carvalho, não sei se foi com intenção de alguma coisa", atirou Jorge Jesus.

JJ assumiu ter ficado admirado com a detenção de Bruno de Carvalho. "Não estava à espera que acontecesse isso", disse.


Ao Correio da Manhã, o treinador do Al Hilal diz que lhe custou ver as imagens de Alcochete. "Nunca tinha visto, não tinha a noção do que se tinha passado".

"Fui agredido com um cinto, não foi como o presidente tinha dito. Nem estava lá nem sabe o que se passou. Depois fui agredido... deu-me um soco e eu caí, parecia um tordo", disse Jorge Jesus.

"Não tive medo de nada. Houve um ou dois que passaram com tacos de baseball, não tive medo disso, o meu ADN é esse. O meu pensamento foi defender o Sporting, os jogadores", referiu o antigo treinador dos leões.

"Eles são loucos por futebol. Quando eu saio para jantar gostam muito de tirar fotografias"
O treinador do Al Hilal diz que os adeptos são "muito amorosos" e que gostam de debater as opções táticas e tirar fotografias quando o apanham na rua.

"Há coisas aqui que vão mudar a minha cultura como treinador. A forma como tu respeitas o trabalho, como tu amas o clube, como amas os jogadores. Não é só quando ganhas", referiu JJ, revelando estar impressionado com o ambiente do futebol naquela região.

"As mulheres são loucas no futebol. Não têm problemas nenhuns de vir tirar fotografias comigo. Isto é completamente diferente do que pensam na Europa", revelou o treinador que em Portugal comandou águias e leões.
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