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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Mantorras quer pensão vitalícia de 200 mil euros anuais

Pedro Mantorras acabou a carreira de futebolista e quer receber uma pensão vitalícia na ordem dos 200 mil euros ano, devido ao acidente de trabalho que teve ao serviço do Benfica em 2002 – durante um treino lesionou-se gravemente no joelho direito e nunca mais teve condições para jogar ao mais alto-nível.

20 de fevereiro de 2011 às 00:30

O angolano já fez entrar um processo no Tribunal de Trabalho de Lisboa e vai tentar obter a compensação pela incapacidade física permanente decorrente do acidente de trabalho sofrido. Se não chegar a acordo, o processo seguirá para a fase contenciosa. "Nesta fase, decidir-se-ão eventuais questões substantivas, bem como será definida a incapacidade clínica de Mantorras", disse ontem ao Correio da Manhã o advogado Nogueira da Rocha.

A eventual indemnização será da responsabilidade da seguradora, para quem o Benfica transferiu a sua responsabilidade.

Ontem, Luís Filipe Vieira confirmou que o avançado angolano, de 28 anos, já não vai voltar a jogar a nível oficial. "Este é o momento em que o Pedro decidiu que chegou o tempo de parar de lutar contra o sofrimento, contra as dores e contra as limitações físicas que o impediram de ser o que ele merecia e podia ter sido: uma referência mundial do futebol", disse ontem o líder das águias, durante a inauguração da Casa do Benfica no Seixal.

Vieira vincou que Mantorras "nunca deixará o clube" e anunciou que vai promover uma despedida formal" com "a dignidade e o carinho que o Pedro merece". O CM sabe que na festa de homenagem ao jogador que o Benfica foi buscar ao Alverca por cinco milhões de euros, em 2001, irá participar a equipa principal das águias.

Actualmente, o internacional angolano recebe cerca de 60 mil euros por mês nas águias.

Segundo noticiou ontem o ‘Expresso', o caso de Mantorras não é único no futebol português. Fernando Brassard foi o primeiro jogador luso a ter direito a uma pensão vitalícia (3300 euros/mês), por incapacidade física permanente, devido a uma lesão numa mão que sofreu num treino do V. Guimarães, na época 2000/2001.

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