A Grã-Bretanha ficou com a medalha de ouro, com os Estados Unidos em segundo e Japão em terceiro.
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A carreira de Usain Bolt teve este sábado o pior final possível, com o jamaicano a lesionar-se no último percurso da estafeta de 4x4100 metros dos Mundiais de atletismo e os tetracampeões a nem sequer terminar a corrida.
O estádio olímpico de Londres já tinha assistido, uma hora antes, a outra despedida mal sucedida, a do britânico Mo Farah, finalmente batido nos 5.000 metros pelos etíopes - ainda assim, fica com a prata, atrás de Muktar Edris.
A despedida de Bolt e Farah acabaram por deixar em segundo plano a histórica 15.ª medalha mundial na norte-americana Allyson Felix. Esteve no triunfo de 4x100 metros e domingo regressa, para estender o recorde, na final de 4x400 metros.
Desta vez, ficou mais claro do que antes, nos 100 metros, em que fora derrotado por Justin Gatlin. Bolt já não tem a mesma motivação, uma situação agravada por 'não ter equipa', como se viu logo nas meias-finais, em que a Jamaica só foi terceira.
É claro que Bolt foi igual a ele próprio, ao longo do dia, nas meias-finais e antes. Sempre de sorriso nos lábios, aplaudiu os espetadores, brincou com as câmaras e com o ouriço mascote da competição. Cada grande plano no ecrã gigante empolgava o estádio, cheio para ver a despedida de Bolt e Farah.
Mas o corpo não respondeu como de costume e quando tentou a arrancada para fazer melhor do que bronze, estacou, agarrado à coxa. Saiu da pista a coxear, para se juntar aos colegas - a Jamaica este sábado não tinha motivo para festejar.
E os Estados Unidos, de Justin Gatlin, também não. Ficam com a prata e prolongam o período sem ganhar para dez anos, surpreendidos que foram pela fenomenal prestação da Grã-Bretanha: vitória e novo recorde da Europa, em 37,47 segundos.
Chijindu Ujah, Adam Gemili, Daniel Talbot e Nethaneel Mitchell-Blake são os novos campeões, para um estádio olímpico novamente cheio.
A festa falhara um pouco antes, nos 5.000 metros, já que, após uma década de derrotas, a Etiópia conseguiu bater Mo Farah.
Com excelente entendimento tático, numa corrida de equipa, ganhou o mais experiente da muito jovem seleção da Etiópia, Muktar Edris (13.32,79 minutos).
Como se esperava, os Estados Unidos sagraram-se campeões nos 4x100 metros femininos, através de Aaaliyah Brown, Allysin Felix, Morolake Akinosun e Tori Bowie (41,82 segundos).
Para Bowie, é a 'dobradinha', depois de ter sido campeã dos 100 metros, mas para Felix é a glória absoluta, já que se isola, com 15 medalhas, no topo da lista dos mais medalhados de sempre em Mundiais, podendo acrescentar mais uma já no domingo - esse sim, será o seu dia.
A única 'meia surpresa' da ronda acabou por vir dos 100 metros barreiras, com a australiana Sally Pearson a regressar ao ouro, volvidos seis anos (12,59 segundos), relegando a norte-americana Kendra Harrison, grande favorita, para quarta.
Pearson ainda foi campeã olímpica em 2012, neste mesmo estádio olímpico, mas depois passou por um 'calvário' de lesões, sem medalhas desde 2013.
Os russos, como se esperava, chegaram este sábado ao ouro, mas a saltadora Maria Lasitskine (2,03 metros), que defendeu com sucesso o título, não teve direito a hino. Enquanto 'atleta neutral' em Londres, teve de se resignar a ouvir o hino da IAAF, uma situação que perdurará enquanto a Rússia estiver suspensa.
Sem surpresa, o campeão do decatlo é o francês Kevin Mayer (8.768 pontos) e o do lançamento do dardo o alemão Johannes Vetter (89,89 metros).
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