page view

“Nem dinheiro há para a comida”

Os jogadores da União Desportiva Rio Maior, que milita da Série E da III Divisão nacional, prosseguiram ontem, pelo segundo dia, com a greve de fome, em protesto contra os seis meses de salários que têm em atraso. De uma reunião tripartida entre jogadores, Sindicato e clube, à noite (à hora de fecho desta edição), se esperavam novidades sobre a continuação do protesto.

24 de maio de 2009 às 00:30

Munidos de tendas e com um cartaz onde se lia "exigimos respeito, basta de mentiras, temos família, somos cidadãos", os atletas acamparam em frente ao Estádio Municipal, tendo apenas ingerido durante o dia de ontem algumas bolachas e água.

"Estamos desesperados e não sabemos o que fazer mais. Não temos dinheiro sequer para comer, alguém tem que nos ajudar", desabafou ao CM Bruno Militão, capitão da equipa que hoje à tarde tem jogo marcado com o Sintrense, em casa. Eduardo Rosa, membro da Comissão Administrativa da UD Rio Maior que lidera o clube desde Março, garantiu que se os jogadores não comparecerem ao jogo "a equipa sénior acaba".

O capitão da equipa diz que os jogadores "querem jogar" mas também "exigem respeito". "Há jogadores que já foram despejados porque não têm dinheiro para pagar a renda", diz Bruno Militão.

Reagindo ao protesto dos jogadores do Rio Maior, Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto, referiu que os clubes "têm que resolver os seus problemas", mas deixou um recado à FPF: "A Federação tem que estabelecer regras de presença nas competições e pôr os clubes a salvo de dirigentes aventureiros", afirmou.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8