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Rui Teixeira, um dos três líderes dos Super Dragões, exige provas da sua participação no ataque a Co Adriaanse e fala numa tentativa do clube em calar a mais representativa claque do FC Porto. O dirigente diz que o grupo fala em nome do “povo portista”, o qual está unido na opinião sobre o treinador holandês.
Correio da Manhã – Vandalizou o carro do treinador do FC Porto?
Rui Teixeira – Primeiro, provem que lá estive. Depois, que agredi o treinador ou ataquei o carro dele.
– Respondo às entidades competentes. É um caso de polícia.
– O corte de relações do FC porto com a claque incrimina os Super Dragões...
– A intenção foi mesmo essa, caso contrário teriam esperado pelo resultado das investigações. Ligaram o meu nome à cassete só para envolver os Super Dragões.
– Porque temos uma grande força, porque fazemos críticas à gestão do futebol. Porque temos influência junto dos adeptos e isso pode tornar a situação incontrolável. Isto é uma tentativa de nos calar.
– Está a dizer que pode tratar-se de uma espécie de armadilha...
– Há uma coisa estranha. Se o segurança estava naquele local, se viu os adeptos e tinha as câmaras a funcionar por que razão não avisou o técnico do potencial perigo?
– Acha que um clube pode ser gerido de fora para dentro?
– Nós somos a voz do povo. Temos um raio de influência enorme. Ouvimos os adeptos e quando criticamos fazemo-lo em nome desse povo portista. É sabido que quase ninguém gosta de Co Adriaanse.
– Que verdades precisava de ouvir o treinador?
– O problema é que há muitos males que já estão feitos. Antes do Natal, o treinador tinha uma equipa e um sistema táctico que lá iam funcionando. Deu quinze dias de férias aos jogadores o que é impensável mas, enfim, talvez ele precisasse de férias. Quando volta, trás um novo sistema táctico, encosta o Baía – o que consideramos uma má decisão – entrega ao Paulo Assunção a braçadeira de capitão – o que é impensável. Parece que não há sequer preparador físico e a maneira como o Jorge Costa foi afastado é outro exemplo do que não deve ser feito.
– O que devia a direcção ter feito?
– A direcção não pode intervir demasiado mas também não pode abster-se das competências. Acho que o treinador deve ficar até ao fim da época mas é preciso ir alertando. Acho que todos devemos querer que o FC Porto ganhe. No último jogo começámos por apoiar, mas adormecemos.
– Com José Mourinho ganharam tudo e, no entanto, também o perseguiram...
– Com Mourinho foi diferente. Insurgimo-nos quando ele disse que os Super Dragões agiam a mando da direcção. Ele disse-o para esconder um problema passional, envolvendo a companheira de um membro dos Super Dragões.
– Foi ameaçado de morte?
– Não posso responder pelo adepto em causa. Quando os problemas são pessoais é normal que o tom endureça.
– Mourinho ligou os Super Dragões à máfia da noite.
– Se fossemos assim tão perigosos não estávamos a ser afrontados como estamos.
– É você que tem um Porsche?
– Não, é o meu colega Madureira. Tenho um Mercedes.
– Sou professor de Educação Visual e tenho um café-bar. O meu Mercedes custa seis mil contos o que dá uma prestação mensal de cem contos. Fica justificado?
– Tiveram ou não até há pouco tempo a cobertura da direcção?
– Falávamos com vários dirigentes, tínhamos jantares, mas nunca recebemos encomendas.
– Derlei merecia ser perseguido?
– Sabíamos que Derlei andava a minar o balneário. Transformou--se numa vedeta e chegou a correr o boato que fora ele o responsável pelo facto dos jogadores não se terem apresentado na passagem de ano. Portanto...
– Costinha afirmou que chegou a temer pela sua integridade física...
– O Costinha lá sabe. Houve uma altura em que se fazia acompanhar de seguranças.
– A decisão de cortar relações terá sido imposta a Pinto da Costa?
– No topo está o presidente. E não o vi a sair em defesa das claques.
– Acha que ele já devia ter deixado a presidência?
– Disse Miguel Sousa Tavares que se ele tivesse saído quando foi campeão europeu tinha tido direito a uma estátua enorme. Agora anda a gastar-se em politiquices escusadas. Respondi?
ERA BOM INVESTIGAR COMISSÕES
Rui Teixeira põe em causa “a política de contratações” do FC Porto. “Há uns anos, Pinto da Costa disse que o clube não precisava de empresários. Hoje, a promiscuidade entre empresários e dirigentes é grande e os empresários ganham comissões. O que mudou? Éramos tão bons a negociar e agora precisamos de empresários? Soube por um amigo inglês que a FIFA e a UEFA querem investigar as comissões em todo o Mundo. Acho que é preciso que isso aconteça, em Portugal também”.
Reconhecendo que Pinto da Costa sempre soube “vender bem e comprar melhor”, Rui Teixeira considera que o líder portista “deve andar mal aconselhado”. E aponta baterias aos “novos empregados” do clube: “Nós somos da velha escola e ainda nos lembramos de dirigentes como Reinaldo Teles, que já deu muito ao FC Porto. Estes novos empregados do FC Porto – de muitos deles nem sequer se sabe se são portistas – levam-nos a questionar o futuro. É o caso do director-geral do futebol. A ascensão dele foi meteórica. Com certeza teve de passar por cima de muita gente. É o director-geral [Antero Henriques] mas não sei se perceberá muito do assunto.”
Rui Manuel de Amorim Teixeira tem 34 anos e nasceu em Miragaia, Porto, numa família de portistas. Aos 15 anos, inscreveu-se como sócio do FC Porto e, aos 18, aderiu aos Super Dragões, a claque mais poderosa do clube. Rapidamente se destacou e durante vários anos integrou a direcção da claque, acabando por ser eleito presidente, em 1995. Actualmente, a liderança é tripartida mas a influência de Rui Teixeira continua a ser determinante na condução da ‘estratégia’ dos Super Dragões.
Licenciado em Design e professor de Educação Visual actualmente no desemprego, Rui Teixeira, solteiro, é ainda sócio de um café-bar na cidade do Porto.
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