page view

Oliveira acusa irmão de dominar o futebol

António Oliveira acusou o irmão Joaquim, patrão da Olivedesportos, num programa da RTP no sábado, de controlar o futebol. Oliveira disse mesmo que a empresa funciona como um "lóbi fortíssimo que existe em Portugal". E, depois de lhe chamar "São Martinho de Penafiel" – em alusão à terra onde Joaquim nasceu –, garantiu que a empresa é o "FMI" dos clubes. <br/><br/>

09 de janeiro de 2012 às 01:00

A contrapartida pelos empréstimos aos clubes, garantiu Oliveira, é o poder da Olivedesportos, que decide até quem são os presidentes da Liga e da Federação. "O presidente da FPF, tal como o anterior, que foi metido pela Olivedesportos, continua a ser o homem de mão da empresa", assegurou António Oliveira, referindo-se a Fernando Gomes.

Ao CM, o antigo técnico do FC Porto afirmou ontem que está tranquilo e garantiu que "irá esperar que tentem desmentir" o que disse. "Não era minha intenção ter falado naquilo, mas aconteceu. Não retiro nenhuma palavra, já percebi que fui muito polémico e se alguém quiser reagir que o faça. Eu disse a verdade", observou.

O também antigo seleccionador nacional disse ainda na RTP que sabe quem vai ser o novo presidente da Liga: "É quem a Olivedesportos quiser."

Mário Figueiredo, candidato à presidência do órgão, reagiu às declarações de Oliveira. "O candidato António Laranjo representa o que o ex-seleccionador referiu nas declarações que efectuou. É uma candidatura do detentor dos direitos de televisão. A minha representa uma quebra – é a dos clubes. Pugnamos por uma melhor distribuição das verbas dos direitos televisivos." Por seu turno, António Laranjo, apoiado por Benfica, Sporting e FC Porto, não quis fazer qualquer comentário.

MADAÍL NEGA PRESSÕES

O anterior presidente da FPF, Gilberto Madaíl, foi um dos visados nas declarações de António Oliveira. O ex-seleccionador nacional referiu-se ao percurso de Madaíl como "normal, com momentos ridículos, outros kafkianos, outros ensandecidos". Ao Correio da Manhã, o antigo dirigente contou que ouviu aquelas palavras com surpresa, e que até já ouviu António Oliveira a dizer que pagaria para ser seleccionador nacional. "E há testemunhas", afirmou.

"Ao contrário do que aquele senhor disse na televisão, nunca houve influências ou pressões de qualquer género da parte da Olivedesportos, da qual eu até fui sócio", garantiu. Gilberto Madaíl adiantou, ainda, não reconhecer "qualquer veracidade naquelas palavras", já que, observou, a escolha de António Oliveira "foi meramente técnica".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8