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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

OLIVEIRAS SEPARAM-SE

Joaquim e António Oliveira assinaram anteontem à noite um acordo de separação dos seus negócios pelo qual o antigo seleccionador e actual presidente do Penafiel cede a posição ao irmão, num negócio de muitos milhões de euros.

01 de dezembro de 2004 às 00:00

Os problemas entre os dois irmãos, que marcaram o futebol e o desporto português de várias formas nas últimas décadas, começaram há cerca de três anos e há mais de um ano que não se falavam. Ou seja, a separação não foi amigável.

O acordo foi assinado anteontem à noite pelos advogados das duas partes, depois de longos meses de negociação que, aliás, naquele que acabou por ser o último dia, voltaram a estar ameaçadas por desentendimentos vários.

Um comunicado assinado pelos dois irmãos, com data de anteontem e divulgado ontem à tarde, diz que António Oliveira saiu do grupo Sportinveste “mediante um conjunto de contrapartidas” .

“Os empresários tomaram a decisão de prosseguirem separadamente a sua vida empresarial a partir da presente data”, pelo que “foram formalizados os acordos em que António cede a Joaquim Oliveira a sua participação na Sportinveste”, a ‘holding’ do grupo formada em 1998 e de que fazem parte, entre outras, a Olivedesportos, PPTV – Publicidade de Portugal, Jornalinveste (proprietária de ‘O Jogo’) e participações na Sport TV e na Sportinveste Multimédia.

O grupo “prosseguirá a sua actividade comercial, mantendo-se Joaquim Oliveira como seu accionista de referência”, acrescenta a nota, que esclarece que os dois signatários “não prestarão qualquer outro tipo de declaração”. A sociedade fica, assim, na mão de Joaquim Oliveira e dos seus filhos.

A António Oliveira conheciam-se outros negócios, nomeadamente imobiliários, no Brasil, mas Joaquim Oliveira foi, desde o início, a cabeça do grupo empresarial, através do qual ganhou um enorme poder no futebol português, tendo ficado famosos os seus problemas com Vale e Azevedo, então presidente do Benfica.

ACTIVOS SUPERIORES A CEM MILHÕES

O grupo empresarial que a partir de ontem passa a ser formalmente detido apenas por Joaquim Oliveira e os seus filhos deve ter activos no valor de mais de cem milhões de euros (20 milhões de contos na moeda antiga), segundo fontes contactadas pelo CM. Mas não foi possível saber qual foi o valor que António Oliveira recebeu para se desligar. Só os direitos televisivos dos jogos de todas as equipas da SuperLiga valem dezenas de milhões de euros, tal como a participação de 50% na Sport TV. Há ainda, entre outros, a participação na Agência de Viagens Cosmos e na FC Porto SAD de um pouco mais de 20 por cento.

O Penafiel, clube da cidade que viu nascer a família Oliveira e de que António é presidente há um ano e meio, foi um dos últimos a vender os seus direitos para a temporada em curso, mas acabou também por fazer o acordo com o grupo encabeçado pela Sportinveste.

DOIS VULTOS DO FUTEBOL PORTUGUÊS

ANTÓNIO

António Oliveira foi um grande jogador de futebol, representando Penafiel, FC Porto, Bétis de Sevilha e Sporting e foi também treinador campeão no FC Porto e seleccionador nacional.

JOAQUIM

A família é de Penafiel, mas Joaquim há muito se radicou em Lisboa, onde construiu o seu grupo empresarial e um conjunto de relações privilegiado, do desporto à política.

FC PORTO

Ambos são adeptos do FC Porto e António tem a ambição de ser presidente. Já tentou fazer as pazes com Pinto da Costa mas nem foi ao Dragão no FC Porto-Penafiel – estava no Brasil...

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