Vieira nega corrupção e viciação de resultados

Presidente do Benfica lança farpas ao FC Porto: "Aqui não há Apitos Dourados nem frutas".

31 de dezembro de 2017 às 01:30
Luís Filipe Vieira Foto: Tiago Sousa Dias
Luís Filipe Vieira, benfica, clube, português, futebol Foto: Tiago Sousa Dias
Luís Filipe Vieira Foto: Filipe Pinto

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Para se demarcar das alegações, Vieira lançou farpas ao rival FC Porto, recordando o caso Apito Dourado: "No Benfica podemos andar de cabeça erguida. Aqui não existem nem perdões de escutas, nem Apitos Dourados, nem árbitros convidados para casa, nem frutas oferecidas e também plantéis com seis e sete guarda-redes." E prosseguiu: "O que verdadeiramente está em causa em toda esta campanha negativa montada pelos nossos rivais é evitar a todo o custo que o Benfica conquiste o ‘penta’. Porque, em desespero, necessitam de apresentar resultados para a sua própria sobrevivência."

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O presidente das águias encontra-se fora do País, com a família, mas promete reagir de viva voz quando regressar a Portugal. "Esta nova leva de denúncias anónimas resulta do facto de não conseguirem demonstrar a existência de qualquer indício de corrupção ou tráfico de influência. A Justiça saberá repor a verdade dos factos. E este é o tempo da Justiça", pode ler-se na nota divulgada, assinada pelo presidente.

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Soares Dias e Xistra são hipóteses

Os árbitros Artur Soares Dias e Carlos Xistra são os favoritos para o dérbi de quarta-feira entre o Benfica e o Sporting, apurou o CM. Salvo algum problema físico ou dispensa de última hora, o Conselho de Arbitragem deve escolher entre o juiz do Porto e o de Castelo Branco. Num outro plano, mas ainda assim elegíveis, estão Jorge Sousa e Hugo Miguel. O árbitro portuense é uma escolha que desagrada ao Sporting, uma vez que Sousa esteve no dérbi da época passada, com dois penáltis por assinalar, segundo os leões.

Judiciária investiga relações do Benfica

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A Polícia Judiciária está a investigar a relação do Benfica com empresários que surgem nos emails divulgados pelo FC Porto. Está em causa perceber se agiram a mando do Benfica, depois de as autoridades terem encontrado nos telemóveis de dois jogadores do Rio Ave mensagens consideradas comprometedoras. Está em causa o jogo de abril do ano passado (época 2015/16), que as águias venceram, em Vila do Conde, por 1-0.

Nas mensagens que estão nos telemóveis apreendidos há referências claras de que o Rio Ave deveria perder o jogo e os jogadores seriam beneficiados.

A investigação da PJ do Porto permitiu encontrar testemunhos que sustentam a mesma tese: resultado combinado.

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Segundo o CM apurou, elementos idênticos já tinham sido apurados na investigação aos emails. Por esse motivo, os dados recolhidos pela Judiciária do Porto serão agora anexados ao processo de Lisboa. Para já ainda não há arguidos relativamente a esta matéria. A PJ quer sustentar a tese de que o pedido foi feito pelo Benfica. O que para já é prematuro, já que o empresário alegadamente envolvido ainda não foi ouvido.

O CM sabe que a investigação por suspeitas de corrupção pode ainda avançar para outros jogos. Não se sabe ainda quantos estão sob suspeita, já que nesta fase a relação com os empresários e a classificação na arbitragem são o principal foco do processo.

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