Ambição do título dá prejuízo histórico ao Benfica
Rui Costa explica o resultado negativo de 35 milhões de euros, o maior de sempre, com foco nos aspetos desportivos.
O Benfica fechou a época 2021/22 com um prejuízo de 35 milhões de euros, confirmando o buraco nas contas que o CM noticiou em 1ª mão a 16 de julho no suplemento Mais Sport. O presidente Rui Costa explicou aquele que é o maior resultado negativo de sempre da SAD (supera os 34,9 M € de 2008/09) com o foco no sucesso desportivo, com a conquista do campeonato à cabeça.
“Ao fim de três anos sem títulos, decidimos apontar baterias aos aspetos desportivos. Este resultado acontece porque optámos por reformular o futebol profissional do Benfica, não aconteceu por falta de meios para o inverter, vocês próprios foram noticiando quantas propostas foram chegando para os nossos atletas. E foi opção nossa não fazer essas vendas. Mas isso não nos levaria aos resultados desportivos que temos tido até aqui”, afirmou Rui Costa.
O presidente das águia está a referir-se aos resultados com transações de jogadores. O Benfica encaixou apenas 41,6 milhões de euros, valor insuficiente para compensar o défice entre as receitas ordinárias (169,3 milhões de euros, o melhor resultado de sempre) e as despesas correntes (242,5 milhões de euros).
Com um aumento de 16% para 112,6 milhões de euros, os gastos com pessoal tiveram um contributo decisivo para o inflacionar dos custos. “Reduzimos a massa salarial, mantivemos jogadores do plantel e iremos chegar à simbiose que queremos. Resultados desportivos e financeiros”, explicou Rui Costa, falando do reajuste que foi feito desde julho, já no exercício em curso.
A opção de não ter vendido jogadores para manter o plantel competitivo levou a uma deterioração do balanço financeiro. O passivo aumentou 45 milhões de euros, para 424,7 milhões de euros, enquanto o ativo apenas subiu 10,5 M €, para 533,7 milhões de euros. Daqui resulta que os capitais próprios sofreram uma redução acentuada, dos anteriores 143,7 milhões de euros para os atuais 109 milhões de euros. Já a dívida líquida aumentou 46%, para 147,1 milhões de euros.
O Benfica fechou a época 2021/22 com um prejuízo de 35 milhões de euros, confirmando o buraco nas contas que o CM noticiou em 1ª mão a 16 de julho no suplemento Mais Sport. O presidente Rui Costa explicou aquele que é o maior resultado negativo de sempre da SAD (supera os 34,9 M € de 2008/09) com o foco no sucesso desportivo, com a conquista do campeonato à cabeça.“Ao fim de três anos sem títulos, decidimos apontar baterias aos aspetos desportivos. Este resultado acontece porque optámos por reformular o futebol profissional do Benfica, não aconteceu por falta de meios para o inverter, vocês próprios foram noticiando quantas propostas foram chegando para os nossos atletas. E foi opção nossa não fazer essas vendas. Mas isso não nos levaria aos resultados desportivos que temos tido até aqui”, afirmou Rui Costa.O presidente das águia está a referir-se aos resultados com transações de jogadores. O Benfica encaixou apenas 41,6 milhões de euros, valor insuficiente para compensar o défice entre as receitas ordinárias (169,3 milhões de euros, o melhor resultado de sempre) e as despesas correntes (242,5 milhões de euros).Com um aumento de 16% para 112,6 milhões de euros, os gastos com pessoal tiveram um contributo decisivo para o inflacionar dos custos. “Reduzimos a massa salarial, mantivemos jogadores do plantel e iremos chegar à simbiose que queremos. Resultados desportivos e financeiros”, explicou Rui Costa, falando do reajuste que foi feito desde julho, já no exercício em curso.A opção de não ter vendido jogadores para manter o plantel competitivo levou a uma deterioração do balanço financeiro. O passivo aumentou 45 milhões de euros, para 424,7 milhões de euros, enquanto o ativo apenas subiu 10,5 M €, para 533,7 milhões de euros. Daqui resulta que os capitais próprios sofreram uma redução acentuada, dos anteriores 143,7 milhões de euros para os atuais 109 milhões de euros. Já a dívida líquida aumentou 46%, para 147,1 milhões de euros.PORMENORES
Aquisição de jogadores
O Benfica revelou quanto gastou na aquisição de jogadores, incluindo comissões. Neres custou 17,1 milhões de euros, Bah 8,7 M € e Musa 6,5 M €.
Reformulação em curso
“Primeiro há que equilibrar o plantel. Não está completo o processo, mas demos passos gigantes para que aconteça em breve”, afirmou Rui Costa.
Elogio a Luís Filipe Vieira
Sem referir o nome do ex-presidente, Rui Costa destacou que a estratégia é “possível graças ao trabalho que tinha sido feito anteriormente” a nível financeiro.
Aquisição de jogadoresO Benfica revelou quanto gastou na aquisição de jogadores, incluindo comissões. Neres custou 17,1 milhões de euros, Bah 8,7 M € e Musa 6,5 M €.Reformulação em curso“Primeiro há que equilibrar o plantel. Não está completo o processo, mas demos passos gigantes para que aconteça em breve”, afirmou Rui Costa.Elogio a Luís Filipe VieiraSem referir o nome do ex-presidente, Rui Costa destacou que a estratégia é “possível graças ao trabalho que tinha sido feito anteriormente” a nível financeiro."Teríamos trazido o horta se pudéssemos"
Questionado pelo CM, Rui Costa explicou que não foi por incapacidade financeira que o Benfica falhou a contratação de Ricardo Horta: "No último dia de mercado, se pudéssemos teríamos trazido o Horta. O Benfica fez proposta e a partir daí não dependia de nós. A novela durou porque ficámos dependentes de dois clubes [Sp. Braga e Málaga]. Em termos do que é a estratégia do clube, não trazendo o Horta trouxemos outro jogador. Se tivesse aparecido a oportunidade, não estávamos acanhados a esse ponto e poderíamos ter trazido o Horta."
Darwin apenas rende 38 milhões de euros
O Benfica vendeu Darwin ao Liverpool por 75 milhões de euros, mas depois de descontar várias parcelas (compromissos com terceiros, comissões, etc.) só entrou nas contas pouco mais de metade desse valor: 38,1 milhões de euro. Por sua vez, a venda de Everton ao Flamengo por 13,5 milhões de euros originou uma perda contabilística de 2 milhões de euros. Estes dois negócios contribuíram para que o resultado com transações de direitos de atletas tenha sido de apenas 41,6 milhões de euros.
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