Ampliada ação do VAR e novas regras para limiitar perdas de tempo no Mundial 2026

Entidade responsável pelas regras do futebol quer que a assistência vídeo ao árbitro (VAR) seja alargada a situações em que subsistam dúvidas após a exibição de um segundo cartão amarelo ao mesmo jogador.

28 de fevereiro de 2026 às 16:17
VAR Foto: Vítor Chi
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O International Board (IFAB) decidiu este sábado implementar novas regras já no Mundial de futebol deste ano, destacando-se o alargamento do raio de ação do VAR, bem com a limitação das perdas de tempo.

Após reunião com a FIFA, no País de Gales, a entidade responsável pelas regras do futebol quer que a assistência vídeo ao árbitro (VAR) seja alargada a situações em que subsistam dúvidas após a exibição de um segundo cartão amarelo ao mesmo jogador, bem como na sequência de um canto controverso.

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Com o objetivo de "dinamizar o ritmo dos jogos e limitar as perdas de tempo", vão ser implementadas medidas para impedir que os jogadores se delonguem nas reposições de bola pela linha lateral, nos pontapés de baliza ou através de simulações de lesão.

Um jogador que atrase "deliberadamente" a execução de um lançamento lateral verá o mesmo ser atribuído ao adversário, enquanto se o fizer num pontapé de baliza, a equipa contrária passará a beneficiar de um pontapé de canto.

Em ambas as situações, se o árbitro suspeitar de uma manobra desse tipo, aciona uma "contagem decrescente visual de cinco segundos", finda a qual a sanção é aplicada.

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Esta regra já se encontra em vigor quando um guarda-redes mantém a bola nas mãos durante demasiado tempo.

As simulações de lesão vão igualmente ser objeto de maior atenção, já que sempre que o staff médico entre em campo para assistir um atleta, este terá de sair do terreno de jogo e só poderá regressar um minuto após a retoma da partida.

Já um jogador substituído terá 10 segundos para abandonar o relvado a partir do momento em que o árbitro assistente anuncia a substituição, caso contrário quem for entrar terá de aguardar um minuto junto à linha lateral e apenas poderá entrar em campo na interrupção seguinte do jogo.

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A IFAB não tomou decisões, mas vai refletir sobre dois cenários específicos, nomeadamente aqueles em que jogadores "decidem unilateralmente abandonar o terreno de jogo" em protesto contra uma decisão da arbitragem e quando "os jogadores tapam a boca" durante confrontos verbais.

Esta última situação aconteceu recentemente na Liga dos Campeões quando, no Estádio da Luz, o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, alegadamente proferiu um insulto racista, chamando 'macaco' ao brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, tapando a boca com a camisola, acabando suspenso por um jogo enquanto a UEFA investiga o caso.

A outra situação ocorreu em meados de janeiro, durante a final da Taça das Nações Africanas entre Senegal e Marrocos, quando os primeiros abandonaram o terreno de jogo quando foi marcado um controverso penálti a favor dos anfitriões, muito perto do fim do jogo.

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