Espinho diz adeus ao histórico Comendador
Estádio teve direito a uma última partida, antes de ser entregue aos credores.
No mesmo dia em que Portugal via o Desportivo das Aves cumprir um sonho no Jamor, ao vencer a Taça frente ao Sporting, outro clube dizia adeus ao seu estádio ao pé do mar, numa partida simbólica e vivida à flor da pele.
O Sporting Clube de Espinho, na luta pelo Campeonato de Portugal, despediu-se este domingo do Estádio Comendador Manuel de Oliveira Violas, inaugurado em 1926. O motivo? Um plano de insolvência que envolve a entrega dos terrenos do estádio a um grupo de credores e a eventual demolição do velhinho Comendador.
Para a despedida emocionada, foi organizado um encontro amigável com Sport Clube Vianense, com quem jogaram a primeira partida naquele relvado, há 92 anos. As bancadas encheram-se para ver a "repetição" e a festa, embora agridoce, foi feita pelos Tigres da Costa Verde, que venceram por 5-1.
Depois do adeus, a angústia da incógnita: o emblema alvinegro ainda não sabe onde vai jogar na próxima época. Há um acordo entre a Câmara de Espinho e os Tigres para a construção de um futuro estádio municipal, mas a obra só deverá estar concluída já na próxima década.
Até lá, os alvinegros prometem lutar por um novo futuro. "Foi o último jogo neste nosso estádio, mas momentos como estes serão eternos", comenta o clube que se despede do estádio e do mar, mas leva, para "onde for", a "raça vareira".
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