FPF obrigada a gastar mais de 3 milhões com Fernando Santos
Federação já pagou à Segurança Social 2,6 milhões que estavam em dívida. Mas juros de mora e coimas vão superar os 500 mil euros.
A Federação Portuguesa de Futebol terá de gastar mais de 3 milhões de euros com Fernando Santos, ex-selecionador nacional que foi despedido em dezembro de 2022. Está em causa uma dívida à Segurança Social relacionada com o último ano no cargo do treinador.
A nova despesa está inserida no caso Femacosa. A anterior direção da FPF pagou os ordenados ao técnico e seus adjuntos através de uma empresa criada por Fernando Santos, como se fosse uma prestação de serviços. O Fisco contestou essa solução e cobrou 4,5 milhões à FPF. O treinador, depois de perder as contestações, devolveu a verba à FPF relacionada com os anos de 2016 e 2017.
A Segurança Social reclamou agora a parte que lhe competia, de dezembro de 2021 para a frente porque a dívida anterior já prescreveu. A FPF confirmou a notícia avançada pelo 'Record' de que pagou os 2,6 milhões, "a que se juntarão juros de mora e coimas". A Federação explica que esses custos "ainda não se encontram contabilizados". A expetativa, apurou o CM, é que superem os 500 mil euros. Nesse caso, a FPF arrisca terminar esta época com prejuízo, como destacou a instituição em comunicado, pois a previsão de resultados positivos era de 3,1 milhões.
Apesar de recusarem responsabilidades - "atenta a circunstância de o presente processo ter sido herdado da anterior Administração e tendo em conta a gravidade dos factos em apreço, a Direção dará oportuno e formal conhecimento do mesmo aos Órgãos Sociais da FPF" - os atuais dirigentes já estão a equacionar medidas para equilibrar as contas.
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