Juiz encarregue de apreciar queixa do Benfica contra o FC Porto aceita deixar caso
Magistrado benfiquista é sobrinho de dirigente portista.
Paulo Teixeira, juiz do Tribunal Cível do Porto, que tem de apreciar a queixa do Benfica por causa da divulgação dos mails, notificou ambos os clubes - queixoso e réu - de que está disponível par abdicar do processo.
O juiz informa assim as partes de que é sobrinho por afinidade de Angelino Ferreira, ex-administrador da parte financeira do FC Porto até 2014, e que ao abrigo do princípio da lealdade e da cooperação todos devem conhecer as suas relações familiares.
O juiz vai ainda mais longe. Reconhece depois que é simpatizante do Benfica, dizendo ainda que nunca assistiu a qualquer jogo no seu estádio, nunca pagou quotas ou teve contacto com dirigentes, atletas ou funcionários dos encarnados.
Para o juiz, as ligações familiares ou a sua simpatia clubística podem levar qualquer das partes a não querer que tenha intervenção no processo. Admite assim que avancem com um pedido de escusa, garantindo de imediato que não se oporá caso algum dos intervenientes o venha a requerer.
A decisão final será sempre competência do Tribunal da Relação do Porto, que decidirá se há ou não motivo de escusa.
PORMENORES
Francisco J. Marques
Francisco J. Marques é arguido no processo por causa da revelação dos mails, interposto pelos encarnados.
Decisões contrárias
O juiz do Cível tinha dito que o FC Porto podia continuar a revelar os mails, o Tribunal da Relação do Porto proibiu-o. O processo desceu agora para a primeira instância.
Danos elevados
O Benfica alega que a divulgação dos mails privados - e roubados - provocou danos de monta na imagem do clube. Fala em prejuízo de milhões.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt