Seleção iraniana feminina entoa hino após silêncio na estreia da Taça Asiática
Avançada Sara Didar chorou ao abordar a preocupação com os seus familiares e amigos com a guerra que eclodiu no país.
As jogadoras da seleção iraniana feminina de futebol entoaram esta quinta-feira o hino nacional, antes do embate frente à Austrália, para a Taça Asiática, depois de terem ficado em silêncio no primeiro jogo.
As iranianas saíram derrotadas por 4-0 pelas semifinalistas do Mundial2023, depois de, na segunda-feira, terem perdido por 3-0 diante da Coreia do Sul, num encontro em que as futebolistas permaneceram em silêncio durante o hino, numa alegada atitude de resistência ou luto, cuja intenção a equipa não clarificou.
Na conferência de imprensa de antevisão, a avançada Sara Didar chorou ao abordar a preocupação, sua e das restantes jogadoras e 'staff', com os seus familiares e amigos com a guerra que eclodiu no país, no sábado, com o ataque dos Estados Unidos e de Israel.
Esta quinta-feira, as jogadoras titulares celebraram o hino iraniano com a mão encostada à cabeça, em jeito de uma saudação militar, enquanto, entre os 22 mil espetadores, se ouviam algumas vaias e assobios. A equipa técnica também entoou o hino, com uma mão sob o peito, na zona do coração.
A mudança de comportamento da equipa iraniana relativamente ao hino assemelha-se ao comportamento da 'team melli' no Mundial2022, então orientada pelo português Carlos Queiroz, com o silêncio no encontro inaugural, frente à Inglaterra, a contrastar com o jogo seguinte, diante do País de Gales.
Na altura, no Qatar, o Irão disputava o Campeonato do Mundo após a violenta repressão ao protesto de mulheres desencadeado pela morte de Mahsa Amini, de 22 anos, após ter sido detida pela chamada 'polícia da moralidade'.
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