Lágrimas e emoção dominam velório de Pelé
Ao lado do caixão com o corpo de Pelé, a família não conseguia conter a emoção.
O velório do maior futebolista brasileiro de todos os tempos, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, começou pouco depois das 10 horas da manhã desta segunda-feira, horário local (13 horas em Lisboa), na cidade de Santos, no litoral do estado de São Paulo, onde o antigo futebolista vivia e ganhou fama mundial.
O caixão com o corpo de Pelé, rodeado por muitas coroas de flores enviadas por futebolistas e autoridades do mundo inteiro, foi colocado no meio do relvado do estádio Vila Belmiro, sede do Santos Futebol Clube, onde jogou a maior parte da vida.
No momento da abertura do periodo de 24 horas do velório, já estavam na Vila Belmiro o presidente da FIFA, Gianni Infantino, o da Conmebol, Alejandro Rodríguez, e o da CBF, Ednaldo Rodrigues. Entre outras autoridades fora do campo desportivo, um dos primeiros a chegar foi o juiz do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, e o novo presidente do Brasil, Lula da Silva, que tomou posse este domingo, também é esperado.
Ao lado do caixão com o corpo de Pelé, a família não conseguia conter a emoção. Principalmente a viúva do chamado "Rei do Futebol", Márcia Aoki, que chorou copiosamente durante muito tempo.
Os fãs também se mostravamemocionados, ao passar em frente ao corpo daquele que encantou gerações com a sua arte nos relvados. Após uma longa espera no lado de fora, ao chegarem perto do caixão, a muitos ainda parecia mentira que a lenda do futebol, ao longo das últimas seis décadas, tivesse morrido.
Pelé faleceu dia 29 passado, aos 82 anos, vítima de uma série de complicações decorrentes de um cancro no cólon que descobriu em setembro do ano passado e que deixou de reagir ao tratamento com quimioterapia.
O antigo atleta deu entrada no Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul da cidade de São Paulo, um mês antes do falecimento, em 29 de novembro, para tratar um inesperado problema respiratório, e foi durante exames que os médicos descobriram que o tumor tinha alastrado e afectado outros órgãos, pelo que encaminharam Pelé para a ala de cuidados paliativos, para que os seus últimos dias de vida tivessem o conforto possível para um quadro tão grave.
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