Presidente da República advertiu que as distinções implicam responsabilidades acrescidas para os jovens futebolistas, que levaram a taça de campeão do mundo de sub-17 para o Palácio de Belém.
Os futebolistas da seleção portuguesa de sub-17 e o selecionador, Bino Maçães, que conquistaram no ano passado o primeiro título mundial da categoria para Portugal, foram esta sexta-feira condecorados com a Ordem do Mérito pelo Presidente da República.
Os jogadores da equipa das 'quinas', que Marcelo Rebelo de Sousa qualificou de heróis, tornaram-se os mais jovens do desporto nacional a serem distinguidos com medalhas da Ordem do Mérito, enquanto o treinador foi condecorado com o grau de comendador da Ordem do Mérito pelo Presidente da República.
"São os mais jovens a serem condecorados da história do desporto português e do futebol português. Já havia outros condecorados muito jovens, mas tão jovens não havia. É tão justo e tenho uma grande honra em entregar-vos as insígnias em nome de Portugal", assinalou Marcelo Rebelo de Sousa.
O Presidente da República advertiu que as distinções implicam responsabilidades acrescidas para os jovens futebolistas, que levaram a taça de campeão do mundo de sub-17 para o Palácio de Belém, em Lisboa, onde decorreu a cerimónia de imposição das insígnias.
"É uma responsabilidade, direi que também, para a própria federação, que tem que saber defender estes jovens, todos eles abaixo, se calhar, da maioridade, e ter a certeza de que não ficam só por este título sub-17, mas que o futuro também lhes é assegurado. E esse é que é o grande desafio", observou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença.
Pedro Proença destacou "o ano histórico de 2025", em que as seleções portuguesas marcaram presença em seis finais internacionais e venceram cinco, e apontou a conquista do inédito título no Mundial2026 como um dos grandes desafios para o próximo ano, no qual espera maior tranquilidade no futebol português.
"Apelamos sempre a essa tranquilidade, a Federação Portuguesa de Futebol saberá fazer o seu papel e esse será o de mediar aquilo que são todos estes processos. O que diz respeito ao futebol profissional é do futebol profissional, da sua autorregulação e aquilo que fica nas competições da Liga Portugal será da sua própria responsabilidade. Obviamente que estaremos atentos", assinalou o presidente da FPF.
Bino Maçães viveu "um dia muito especial", tal como os jovens futebolistas portugueses: "É um motivo de grande orgulho para todos nós, mas também de grande responsabilidade, para aquilo que aí vem, para o futuro. (...) É muito bom começar assim, mas depois a responsabilidade de fazermos igual ou melhor mantém-se aqui assim", notou o selecionador, de 53 anos.
Portugal sagrou-se pela primeira vez campeão mundial de sub-17 em 27 de novembro de 2025, ao vencer a Áustria na final da 20.ª edição do torneio, por 1-0, com um golo concretizado aos 32 minutos pelo avançado Anísio Cabral, segundo melhor marcador da competição, com sete remates certeiros.
A seleção portuguesa, que em junho do ano passado tinha conquistado o título europeu de sub-17, nunca tinha atingido a final do Mundial da categoria nas três participações anteriores, nas quais foi terceira classificada, em 1989, na Escócia, e não passou dos quartos de final em 1995, no Equador, e em 2003, na Finlândia.
O título conquistado no Campeonato do Mundo de sub-17 de 2025, cuja fase final se realizou no Qatar, foi o terceiro a nível global alcançado pela equipa das 'quinas', após dois sucessos consecutivos nos Mundiais de sub-20, em 1989, na Arábia Saudita, e 1991, em Portugal, ambos com Carlos Queiroz como selecionador.
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