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Os festejos da conquista do título do FC Porto por Portugal e pelo mundo

Futebol Clube do Porto conquistou, este sábado, o 31.° titulo de campeão nacional e os festejos não se restringiram à cidade dos 'azuis e brancos'.

03 de maio de 2026 às 09:32

O Futebol Clube do Porto conquistou, este sábado, o 31.° titulo de campeão nacional e os festejos não se restringiram à cidade dos 'azuis e brancos'. Em Portugal ou pelo mundo fora, foram milhares os portistas que saíram à rua para celebrar a conquista do título. 

Funchal, Madeira

Por volta das 22h30, assim que o árbitro David Silva apitou para o final do jogo diante do Alverca, que os 'dragões' venceram, com um golo 'solitário' de Jan Bednarek, ainda na primeira parte, a alegria e a 'explosão' foi imediata na Avenida do Mar, no centro do Funchal.

O convívio começou a meio da tarde, nos principais bares e cafés da baixa funchalense, onde os portistas começaram por acompanhar as incidências do encontro entre Famalicão e Benfica (2-2), que poderia precipitar a festa, em caso de derrota dos 'encarnados'.

Com o avançar da noite e o início da madrugada, a festa ganhou contornos ainda maiores, com múltiplas 'buzinadelas' de veículos que passavam, embora sem prejudicar o trânsito, e fogo de artifício a marcar a ocasião, para delírio das centenas de adeptos que saíram à rua.

Coimbra

Mal terminou o jogo com o Alverca começaram as primeiras manifestações de entusiasmo ao som dos Filhos do Dragão e depois com cânticos de "Pinto da Costa olé", o eterno presidente falecido em fevereiro de 2025.

À medida que o tempo foi passando foram-se juntando mais adeptos e simpatizantes da equipa nortenha, com muitos cânticos e interações com as viaturas que iam circulando e agitando bandeiras e cachecóis dos azuis e brancos por entre ruidosas buzinadelas.

"É uma ótima sensação, que já não acontecia há algum tempo", salientou o algarvio João Miguel Rodrigues, de 19 anos, estudante de engenharia mecânica na Universidade de Coimbra (UC).

O jovem de Olhão destacou o desempenho do dinamarquês Froholdt, que chegou ao dragão no início da época, e de Fofana, reforço de inverno.

"Desde o início do campeonato que tive a sensação de que íamos ser campeões e fomos", enfatizou.

Viseu

Cerca de 300 pessoas juntaram-se na noite de sábado no Rossio em Viseu, que fechou ao trânsito, para celebrarem a "vitória épica, justa e muito merecida" do 31.º título de campeões nacionais da I Liga de futebol.

Após o término do jogo, a rotunda da fonte cibernética, em pleno Rossio, encheu-se de carros a apitar, depois, a Polícia de Segurança Pública (PSP) cortou o acesso ao trânsito "só por segurança dos adeptos" que se encontravam na praça a festejar.

Martim Pipo, de 14 anos, e João Gonçalves, de 13, são amigos e ainda guardam na memória a última vez que o FC Porto celebrou a vitória do campeonato, em 2021/22, e estavam "com muita vontade" de voltar ao Rossio.

"Desde sempre que sei que o FC Porto é a minha paixão. Cresci numa família de portistas, sempre vivi as vitórias do clube com os meus pais. Na escola, sou dos poucos, às vezes ouço umas piadas, mas tratamo-nos sempre com respeito, porque eu respeito os outros clubes e eles respeitam o meu. Este ano vencemos e de forma justa", reagiu Martim Pipo.

Avenida dos Aliados, Porto

A consagração do FC Porto como campeão nacional foi este sábado celebrada de forma atípica na cidade Invicta, com os festejos nos Aliados condicionados pela realização da tradicional Serenata da Queima das Fitas, que levou a uma convivência invulgar entre adeptos e estudantes na Baixa.

Sem celebração oficial no centro da cidade --- reservada para a última jornada da I Liga --- e com a equipa a assinalar o título apenas no Estádio do Dragão, foram ainda assim muitos os adeptos que fizeram questão de passar pela Avenida dos Aliados, mantendo viva uma tradição que, para muitos, define o verdadeiro momento de festa.

Também noutras zonas da cidade se fizeram sentir sinais de celebração. Na zona da Constituição, junto ao polo do Dragon Force, o ambiente foi marcado pela passagem constante de automóveis, com buzinas a ecoarem em sinal de comemoração, bandeiras à janela e manifestações espontâneas de alegria.

Marquês de Pombal, Lisboa

As celebrações levaram centenas de adeptos à praça Marquês de Pombal, em Lisboa para "festejar como no Norte".

A contagem, junto à estátua do Marquês de Pombal, feita pelo corpo de intervenção ligado à Polícia de Segurança Pública (PSP) presente, aponta para 600 pessoas, numa festa cujo ponto alto aconteceu perto da meia noite, quando a multidão proveniente da Avenida da República chegou à maior rotunda da capital, para uma festa sem registo de incidentes.

Antes, na hora e meia que se seguiu ao final da partida o destaque centrou-se num pequeno grupo de portistas, natural de Santa Maria da Feira mas a residir e a trabalhar em Lisboa, que deu início aos festejos e centrou as atenções dos condutores que iam passando.

Los Angeles, Califórnia

São poucos mas ferrenhos os adeptos do Futebol Clube do Porto que celebraram a conquista do campeonato português em Los Angeles, Califórnia.

Com o jogo decisivo a acontecer ao meio-dia na Costa Oeste dos Estados Unidos, os portistas da comunidade portuguesa festejaram à distância e sobretudo em casa.

"Não tenho mais portistas comigo portanto o festejo é por casa", disse à Lusa Anita Rocha, executiva radicada em Los Angeles que era sócia do FC Porto e ia a todos os jogos no Dragão quando estava em Portugal.

"Este ano estava convencida que era nosso", afirmou. "Apesar de, no geral, os três grandes, Porto incluído, terem sido algo fracos", considerou.

Caracas, Venezuela

Mais de duas dezenas de portugueses reuniram-se sábado na Casa do Porto da Venezuela - Filial 43(CDPV), para ver o jogo entre o FC Porto e o Alverca e festejar a conquista do 31.º título de campeão nacional de futebol da história do clube.

"Viemos aqui, depois de quatro anos para ver o jogo, para ser campeões e fomos campeões. Era isto que todo o portista desejava e que nós, que estamos longe da terra, longe do Porto, festejamos", disse à Lusa o presidente da CDPV, sublinhando que a distância física contrasta com "o coração pertinho" do clube.

"Não conseguimos marcar o segundo golo e sofremos até o último minuto. Pensei que seria fácil, mas não o foi. De qualquer maneira, está garantido, somos campeões, e no Norte tudo está normal", disse.

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