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Árbitro de 17 anos agredido em jogo de futsal feminino

Presidente da APAF diz que vai tomar todas as diligências para apoiar os árbitros agredidos e condenar os agressores.

28 de outubro de 2018 às 17:10

O presidente da Associação Portuguesa Árbitros Futebol (APAF) condenou este domingo a "cobarde agressão" a um árbitro de 17 anos, que apitava a partida do campeonato distrital de futsal feminino entre Paulenses e Pregança.

Na sua página na rede social Facebook, Luciano Gonçalves saudou a intervenção policial, que deteve a atleta agressora, que "será presente a tribunal amanhã [segunda-feira] de manhã em Torres Vedras".

"Esperamos uma condenação rápida e justa, tal como desejamos sempre, não só pelos atos, mas também pela destruição do trabalho de dezenas pessoas por todo o país no recrutamento e retenção destes jovens e que infelizmente por estas atitudes se deita tudo a perder", pode ler-se.

Na semana passada, o organismo representativo dos árbitros tinha já condenado as agressões de que foram vítimas dois árbitros -- um dos quais de 17 anos - de um jogo do campeonato de juniores C da Associação de Futebol do Porto.

Em comunicado, a APAF disse que os árbitros "foram barbaramente agredidos pelo pai de um atleta do Grupo Desportivo Cultural Recreativo Água Viva", no jogo de domingo com o Atlético Desportivo Polenenses, que acabou por não se realizar.

"Tais atos cobardes que semanalmente teimam em continuar país fora, apenas mancham o nosso futebol e colocam a descoberto a falta de cultura desportiva, a falta de respeito e a ausência de valores no nosso desporto e na nossa sociedade", acusou a APAF.

O organismo representativo dos árbitros denunciou também as agressões por parte de um espetador de que foi vítima o árbitro do jogo entre as equipas do Escolas de Modelos e do Santa Cruz do Douro de Baião, também da Associação de Futebol do Porto, mas referente ao campeonato de juniores E.

"A APAF irá tomar todas as diligências necessárias para apoiar os árbitros agredidos e condenar os agressores, na esperança que seja feita justiça, de forma idónea, isenta e célere, para que situações destas não se voltem a repetir", assinalou.

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