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Correio da Manhã

Desporto
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Benfica em queda livre após derrota frente ao Sp. Braga

Equipa de Bruno Lage sofre segunda derrota consecutiva na Liga e pode terminar a jornada com apenas um ponto de vantagem sobre o FC Porto.
Mário Figueiredo 16 de Fevereiro de 2020 às 01:30
Sequeira, lateral-esquerdo do  Sp. Braga, trava a progressão de Rúben Dias
Sequeira, lateral-esquerdo do Sp. Braga, trava a progressão de Rúben Dias FOTO: Miguel Barreira
O Benfica perdeu este sábado com o Sp. Braga na Luz e complicou as contas do título, pois em caso de vitória do FC Porto, este domingo, em Guimarães, a diferença na tabela fica reduzida a um ponto. Em duas jornadas, as águias podem desperdiçar seis pontos de avanço.

Bruno Lage voltou a reeditar a dupla Weigl-Taarabt à frente da defesa, devido à lesão ocular de Gabriel, como forma de anular o destemido ataque bracarense. O Sp. Braga entrou forte e pressionante, disposto da fazer do Benfica a terceira vítima, depois de ter ganho duas vezes ao FC Porto (Liga e final a Taça da Liga) e ao Sporting (meias-finais da Taça da Liga e campeonato).

Apesar do fogacho inicial dos bracarenses, as melhores situações de golo pertenceram ao Benfica. Primeiro, por Rafa, que ganhou uma bola ao defesa David Carmo, que, embora estivesse isolado, rematou ao lado; depois, foi a vez de Vinícius atirar às malhas laterais; Cervi não soube tirar partido de uma falha de Wallace, mas falhou; e, por fim, foi a vez de Vinícius cabecear por cima, quando estava sem qualquer oposição.

No último suspiro da primeira parte, os bracarenses colocaram-se em vantagem através de um cabeceamento de Palhinha, após canto de Sequeira. Na jogada anterior, Odysseas tinha evitado um golo a Fransérgio, com uma enorme defesa para canto.

O Benfica reagiu na segunda metade, com Vinícius a rematar ao poste. Havia vontade e eram criadas oportunidades, mas o desacerto encarnado e um punhado de defesas de Matheus iam evitando o golo.

Os bracarenses nunca deixaram de explorar o contra-ataque. Com um futebol atacante fluído, uma defesa musculada, com cinco elementos, e um meio-campo pronto para a guerra, foram criando sempre grandes problemas ao Benfica, que ainda estava a tentar recuperar da ressaca da derrota do Dragão (3-2) que relançou a Liga.

A cerimónia de Rafa ou Pizzi em visarem a baliza de Matheus acabou por desorientar aos poucos os encarnados, pouco habituados à pressão de correr atrás do prejuízo frente a um adversário destemido e que teima em bater o pé aos grandes. Mérito para Rúben Amorim, que acabou com um jejum de vitórias bracarenses na Luz que durava há 66 anos.

"Não me lembro de um jogo tão sólido"
"Foi uma boa exibição, mas o resultado não era o que pretendíamos. Nos últimos três meses, não me lembro de um jogo tão sólido como este. (...) Não temos de trazer qualquer tipo de medo para o próximo jogo", argumentou o treinador do Benfica, Bruno Lage.
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