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Chelsea multado em 12,4 milhões de euros por irregularidades financeiras na 'era' Abramovich

Russo ex-dono do clube Londrino terá feito pagamentos a jogadores à margem das regras financeiras da Premier League, entre 2011 e 2018.

16 de março de 2026 às 15:17

O Chelsea foi multado no valor equivalente a 12,4 milhões de euros e proibido de inscrever novos futebolistas durante um ano -- suspenso por dois anos -, devido a irregularidades financeiras cometidas na 'era' Abramovich, anunciou esta segunda-feira a Liga inglesa.

O clube londrino, que não poderá reincidir no período de dois anos, sob pena de o impedimento de inscrever novos jogadores se tornar efetivo, foi o responsável pela denúncia de eventuais quebras de algumas regras financeiras da Premier League entre 2011 e 2018, quando o Chelsea era propriedade do milionário russo Roman Abramovich.

"Ficou provado que, entre 2011 e 2018, foram efetuados pagamentos não divulgados por terceiros associados ao clube a jogadores, agentes não registados e outras partes", indicou a Liga inglesa, em comunicado, após a conclusão de dois processos disciplinares instaurados contra os 'blues'.

De acordo com a Liga inglesa, esses pagamentos foram feitos "em proveito do Chelsea" e "deveriam ter sido tratados como se tivessem sido efetuados pelo clube", com a agravante de "não terem sido divulgados às autoridades reguladoras do futebol naquela altura, incluindo a Premier League".

"Constituíram uma violação da exigência de atuar de boa-fé no relacionamento com a Liga", observou a Premier League, apesar de reconhecer que o Chelsea "em nenhum cenário" terá violado as regras do fair-play financeiro se os movimentos fossem incluídos na contabilidade do clube.

A Liga inglesa assinalou que o facto de a denúncia ter partido do Chelsea, no qual alinham os futebolistas portugueses Pedro Neto e Dário Essugo, e a "excecional colaboração ao longo da investigação" constituíram "atenuantes significativas", que tiveram reflexo na sanção aplicada.

O clube londrino, também em comunicado, manifestou "agrado" pela conclusão do inquérito e reforçou aquela ideia, assinalando que "tratou estas questões com a máxima seriedade, cooperando plenamente com todos os organismos reguladores relevantes, desde o início do processo".

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