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Cristiano Ronaldo procura feito inédito para apanhar Gyokeres

Capitão da seleção precisa de dois golos para igualar o sueco como melhor marcador. Ficou em branco em três finais

06 de junho de 2025 às 20:52

Cristiano Ronaldo ainda tem a possibilidade de apanhar Gyokeres como o máximo goleador da Liga das Nações. No entanto, para alcançar esse objetivo, terá de fazer algo inédito em mais de duas décadas de carreira ao mais alto nível: marcar na final de uma grande competição por seleções.

CR7 vai disputar ao serviço de Portugal um jogo decisivo de uma prova organizada pela UEFA pela quarta vez. Lidera esta estatística de forma destacada na seleção nacional. É que, entre os restantes 25 comandados de Martínez, apenas há atletas que vão bisar em finais. São os casos de Nélson Semedo, Rúben Dias, Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Rúben Neves, que participaram na conquista da Liga das Nações em 2019 (os quatro primeiros foram titulares e o último suplente utilizado). José Sá, João Félix e Diogo Jota, por sua vez, não saíram do banco.

Nas três finais que disputou com a equipa das Quinas, Ronaldo nunca marcou. Ficou em branco nos Europeus de 2004 e 2016 (nessa última edição teve de sair logo aos 25 minutos devido a lesão) e também na Liga das Nações em 2019.

Vai disputar a quarta final com a seleção nacional

O capitão da seleção tem sete golos na atual edição da Liga das Nações, em oito jogos disputados. Divide o segundo lugar da lista de goleadores com Haaland, da Noruega. Estão ambos a dois golos de distância de Gyokeres. Tal como o avançado do Man. City, também o dianteiro do Sporting já não tem a possibilidade de aumentar o seu pecúlio, ficando à mercê de CR7, que precisa de dois golos para atingir o topo. Um hat-trick garante a liderança isolada desta estatística.

De la Fuente elogia CR7

O selecionador espanhol, Luis de la Fuente, deixou rasgados elogios a Cristiano Ronaldo antes da final frente a Portugal (este domingo, 20h00) e antecipa um grande jogo entre duas das melhores seleções do mundo. “Basta dizer o nome de Cristiano para sentir admiração. É um exemplo. Ele e Portugal vão ser um adversário tremendo. Podia ser uma final do Europeu ou do Campeonato do Mundo."

João Neves sem medo da Espanha

João Neves afirma que a final frente à Espanha vai ser “um jogo que vai dar prazer assistir”, mas diz não ter medo do adversário. “Nenhuma equipa é imbatível. Como toda a gente sabe, são muito fortes, com muito potencial. No entanto, temos os nossos pontos fortes e vamos aproveitá-los”. Sobre o facto de ter sido utilizado como lateral-direito, o médio, formado no Benfica, desvalorizou de forma bem disposta: “Desde que jogue, para mim está tudo bem.”

Martínez sem sentimentalismos

Roberto Martínez, que chegou a liderar o ranking mundial de seleções com a Bélgica, poderá conquistar no domingo o principal troféu da carreira (tem no currículo a 3.ª divisão inglesa com o Swansea em 2007/08 e a Taça de Inglaterra com o Wigan em 2012/13). Quis o destino que o primeiro título do espanhol à frente de uma seleção pudesse ser conquistado à custa do país natal. Algo que só os argentinos  Jorge Sampaoli e Juan Antonio Pizzi fizeram: levaram o Chile à conquista da Copa América, em 2015 e 2016. Sabe o CM que o técnico recusa sentimentalismos num momento tão importante da carreira.

Histórico desafiante

Portugal e Espanha vão defrontar-se pela 41.ª vez e a equipa das quinas só tem seis triunfos. 'Nuestros hermanos' venceram 17 vezes, o mesmo número de empates. Portugal está sem vencer o país vizinho há quase 15 anos. A última vitória (um 4-0 num jogo particular) remonta a novembro de 2010. Desde aí registaram-se cinco empates e Espanha venceu o último encontro: 1-0 na fase de grupos da Liga das Nações 2022/2023.

PORMENORES

Gonçalo Ramos falha treino

Gonçalo Ramos foi a única baixa no treino de Portugal desta sexta-feira, em Munique. O avançado, dispensado para assistir ao nascimento do filho, tem regresso agendado para a manhã deste sábado.

Capitão faz sucesso à porta fechada

O treino de Portugal, no centro de estágios do Bayern, foi à porta fechada. Mas, mesmo assim, foi audível o apoio a Cristiano Ronaldo, com o conhecido grito de festejos do capitão, com algum sotaque alemão à mistura: "Siiiuuuu".

Fabián Ruiz cauteloso

"Sabemos os jogadores que [Portugal] tem, de grande qualidade. Conheço muito bem o Vitinha, o João Neves e o Gonçalo [Ramos]. A verdade é que são jogadores incríveis, que este ano fizeram uma temporada 'gigante'. Sabemos que será muito difícil", disse o espanhol Fabián Ruiz, colega de equipa do trio português no PSG.

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