Benfica conseguiu marcar três golos ao Liverpool, só que os repetidos erros do setor recuado deitaram o sonho por terra.
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Um Benfica com mais encanto na hora da despedida. As águias conseguiram mesmo marcar três golos em Anfield, mas o sonho esbarrou numa defesa de pesadelo. O empate final acabou por deixar uma bela imagem no adeus dos encarnados à prova milionária.
Entre fins de semana de jogos com o Manchester City, Klopp deixou alguns dos habituais titulares no banco, o que é o mesmo que dizer que a equipa que entrou não era a melhor, mas estava, na mesma, recheada de craques - Jota, Díaz e Firmino na frente, por exemplo. Já Veríssimo optou por Diogo Gonçalves na ausência de Rafa.
E o tiro de partida até foi dos encarnados. A precisar de golos, porém ciente do tubarão que enfrentava, o Benfica preparava-se para tentar aproveitar todo e qualquer erro. Everton ia calando Anfield logo aos 13’, mas a bola passou a rasar.
A resposta foi mortífera. Num filme repetido do que se passara na Luz, canto para o Liverpool e Konaté a ganhar nas alturas, com a agravante de ter saltado entre três jogadores das águias. Era o 1-0 e a ameaça de eliminatória totalmente fechada.
Viria a reabrir. Darwin foi o primeiro a marcar, mas em fora de jogo. Depois de Odysseas e Vertonghen terem negado o 2-0 a Díaz e Firmino, o empate chegou pela bota de Gonçalo Ramos. Remate fantástico do jovem avançado. 1-1 aos 32’ e sensação de menor conforto nas bancadas, apesar da vantagem. É que o Liverpool ia falhando na cara do golo - que corte de Grimaldo aos 38’! - e dava sinais de alguma tremedeira quando o ataque benfiquista tentava apertar.
E Nelson Veríssimo tentou mesmo apertar. Ao intervalo, entrou Yaremchuk. Só que o problema não foi à frente. Pelo contrário. O lance do 2-1 é impensável - uma sucessão de erros que termina com a bola em Jota a fazer a assistência para o golo fácil de Firmino. E se a defesa adormeceu no 2-1, a dormir se manteve no 3-1. Livre para Firmino e mais um golo.
Com o abismo à vista e já com mais ‘titulares’ do Liverpool em campo, o Benfica reagiu com honra. Duas belas jogadas nos golos de Yaremchuk e Darwin e um 3-3 que, maior elogio não há, fez tremer Anfield num remate do uruguaio travado por Alisson (83’). Não deu para mais, mas fica a última imagem. Bela época do Benfica na Europa. E só na Europa.
Positivo e negativo:
Até ao fim é até ao fim
Excelente o espírito dos encarnados. Na eliminatória, nunca baixaram os braços e esta quarta-feira voltaram a demonstrar honra e orgulho, ao recuperarem até ao empate de um 3-1 que ameaçava ser o descalabro. E Alisson até foi obrigado a evitar susto maior...
Se a repetição do golo de Konaté na Luz, desta vez no meio dos centrais, já merece crítica, o que dizer do comportamento defensivo nos outros golos do Liverpool. A sucessão de erros no 2-1 é quase risível e no 3-1 houve adormecimento geral.
Os golos de Yaremchuk e Darwin foram invalidados por fora de jogo e teve de ser o VAR a reverter as decisões de campo. Houve mais dois golos anulados a Darwin, mas aí foram tomadas boas decisões. De resto, controlou sem cartões.
"Adeptos têm de estar orgulhosos": As palavras de Nelson Veríssimo
Todos os benfiquistas têm de estar orgulhosos da equipa pelo trajeto europeu”, afirmou esta quarta-feira Nélson Veríssimo, repartindo o mérito com o antecessor, Jorge Jesus: “Começou nas eliminatórias, numa fase de grupos com equipas difíceis, que foi ultrapassada por mérito dos jogadores e da equipa técnica anterior. O Ajax [oitavos de final] também era uma tarefa difícil e árdua, mas soubemos interpretar o que fazer à medida que fomos avançando.”
O treinador do Benfica explicou que “o golo do Liverpool complicou as contas”, mas salientou que “a equipa teve boa reação e conseguiu o empate”, embora depois as falhas defensivas tenham custado caro: “O Liverpool conseguiu dois golos de bola parada em lances que podíamos controlar melhor. Mas o que fica é a reação e a forma como não abdicámos do jogo. Não é todos os dias que uma equipa faz aqui três golos.”
Quanto ao que falta da época, Veríssimo deixou uma garantia: “Temos cinco jogos, queremos cinco vitórias. Se vamos conseguir ou não... Não jogamos sozinhos, mas é esse o objetivo que pretendemos cumprir.”
o Odysseas – Uma grande defesa a remate de Luis Díaz. Culpas no lance do 2-1.
o Gilberto – Muita vontade mas pouco acerto. Quase nada correu bem.
o Otamendi – Exibição para esquecer. A ver Konaté voar no 1-0 e sem tempo de salto no lance do 3-1.
o Vertonghen – Até esteve acertado no primeiro tempo mas, depois, o alívio para Jota que deu o 2-1 estragou tudo.
o Grimaldo – Um corte em carrinho que valeu um golo. Excelente assistência no 3-2.
o Weigl – Trabalhou muito. Cortou algumas iniciativas dos reds e falhou outras abordagens. Regular.
o Taarabt – Voltou a arriscar no passe. Tentou (pouco) ser o fio condutor para o ataque.
o Everton – Começou com uma bomba que quase deu golo. Tentou desequilibrar, mas foi pouco eficaz.
o Diogo Gonçalves – Limitou-se a fechar os flancos. Sem presença atacante. Pouco.
o Gonçalo Ramos – Aproveitou para empatar num remate colocado. De resto, só se viu em missões defensivas.
o Yaremchuk – Golo à avançado. Importante.
o João Mário – Ajudou no 3-3.
o Paulo Bernardo – Várias perdas de bola. Mal.
o Gil Dias – Sem tempo.
o André Almeida – Sem bola.
Jogadores aplaudidos
Os adeptos do Benfica gostaram da exibição em Anfield e no final apoiaram e aplaudiram por largos minutos os jogadores e todo o staff. Até o presidente de Rui Costa ficou rendido à prestação da equipa em Inglaterra.
Fábio Veríssimo apita o dérbi
Fábio Veríssimo (da AF Leiria) foi nomeado para dirigir o dérbi entre Sporting e Benfica, no domingo, encontro da 30ª jornada da Liga. Para o VAR a FPF indica o nome de Hugo Miguel (AF Lisboa).
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