Dragão cheira final do Jamor

Dois golos marcados no espaço de quatro minutos garantem ao FC Porto uma vantagem consistente para a deslocação à Reboleira, dentro de um mês (22 de Abril), derradeiro obstáculo que separa os dragões da final da Taça de Portugal, a disputar com o vencedor da outra meia-final, Nacional ou Paços de Ferreira.

23.03.09
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Dragão cheira final do Jamor
Lisandro em despique com Ney Foto Estela Silva, Lusa

Objectivamente, só um pequeno terramoto impedirá os líderes da Liga e quarto-finalistas da Liga dos Campeões de estar presentes no Jamor. O novo formato de meia-final a duas mãos não parece ser estorvo capaz de evitar a 26ª presença dos portistas no palco que Pinto da Costa vai voltar a chamar Estádio ‘de Oeiras’, mas que é Nacional.

O encontro da ontem teve pouca história. A primeira parte, altura em que tudo se resolveu, jogou-se essencialmente em 50 metros, no pedaço de relva compreendido entre as linhas de meio-campo e de baliza do Estrela da Amadora. O FC Porto entrou forte no jogo, teve duas boas oportunidades de marcar antes dos três minutos e com isso delimitou o seu espaço, dando também para fora do campo um sinal claro de que queria definir depressa o sentido da partida. Conseguiu-o plenamente, pois só por volta dos 15/20 minutos o Estrela conseguiu estender os seus jogadores no terreno.

Apesar do domínio, apenas aos 34 minutos apareceu o primeiro golo, num fase em que o jogo (entenda-se o jogo do FC Porto) indiciava começar a cozer em banho-maria. Do banco técnico, Jesualdo Ferreira percebeu, pouco tempo antes, o que se estava a passar e deu ordens a Hulk e Farías para aquecerem. Se os que lá estavam dentro ameaçavam deixar cair o ritmo de jogo, havia gente de fora pronta a tirar--lhe o lugar. A mensagem foi imediatamente captada e apareceu não um, mas dois golos, no espaço de quatro minutos. De Hulk ou Farías não houve mais novidades, até à segunda parte.

Após o intervalo, o Estrela da Amadora não repetiu a má entrada no Dragão. As suas pedras adiantaram-se, entrou na discussão das percentagens de posse de bola, mas não conseguiu o mais importante, entrar na disputa do resultado.

ANÁLISE

POSITIVO: RAUL MEIRELES

Em vésperas de jogo de Selecção, Meireles mostrou vontade em discutir um lugar no onze de Carlos Queiroz.

NEGATIVO: VIDIGAL

A central, Vidigal não foi solução para a falta dos titulares. Várias falhas e um penálti que abriu caminho à derrota.

ARBITRAGEM: OUTRO BAPTISTA

Também este Baptista teve um pecadilho, ao anular um golo a Lisandro por fora-de-jogo muito forçado.

JESUALDO LAMENTA FRACA PONTARIA

"Ficámos longe de marcar os golos que merecemos. Só na primeira parte tivemos três ou quatro oportunidades e um golo mal anulado", disse Jesualdo Ferreira, no final da partida.

O técnico dos dragões admitiu que o resultado é "confortável" para a segunda mão: "Temos vantagem e vamos geri-la, mas não vai ser fácil porque o E. Amadora é uma equipa muito organizada".

O treinador dos tricolores, Lázaro Oliveira, concordou que o FC Porto deu ontem um passo importante rumo à final. "Têm uma vantagem confortável, mas tudo faremos para dar a volta", disse, sublinhando que o Estrela não foi capaz de contrariar o FC Porto, "que até tem uma grande equipa".

O guarda-redes do E. Amadora Nélson reconheceu que o Estrela entrou "muito apático". "Frente a uma equipa como o FC Porto isso é fatal. Mas na segunda parte estivemos melhor", observou.

FICHA DO JOGO

Taça de Portugal – Meias-finais – 22/03/09

Estádio do Dragão – Assistência: 19 108

Golos: 1-0 Lucho (34’ g.p.) 2-0 Raul Meireles (38’)

FC PORTO: Nuno, Sapunaru, Stepanov, Bruno Alves, Cissokho, Fernando, Lucho, Raul Meireles, Mariano (Tarik, 84’), Rodríguez (Hulk, 65’) e Lisandro (Farías, 65’). Treinador: Jesualdo Ferreira.

ESTRELA DA AMADORA: Nélson, Hugo Gomes, Vidigal, Fernando Alexandre, Ney, Celestino (Pedro Pereira, 53’), Marcelo Goianira, Jardel, Vítor Moreno, Varela e Anselmo (N’Diaye, 69’; Vítor Vinha, 82’). Treinador: Lázaro Oliveira.

Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre)

Disciplina: Cartões amarelos - Fernando Alexandre (31’), Vidigal (33’), Mariano (69’) e Pedro Pereira (76’)

Classificação do jogo: 5

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