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Juízes recusam alterar condenação de Madureira

'Macaco' queria corrigir decisão da Relação do Porto, que o condenou a três anos e quatro meses na Operação Pretoriano.

04 de março de 2026 às 16:13

O Tribunal da Relação do Porto recusou corrigir o acórdão que condenou Fernando Madureira a três anos e quatro meses na operação 'Pretoriano'. A defesa de 'Macaco' suscitou nulidades, nomeadamente o facto de continuar a ser aplicada uma agravante aos crimes de ofensas à integridade física. Tentava assim diminuir a pena aplicada. O ex-chefe dos Super Dragões invocava que as agressões não resultaram de "uma ação comum" entre os arguidos. Os juízes desembargadores dizem que já se pronunciaram sobre todas a questões levantadas por Madureira e que a decisão está bem fundamentada.

Também José Pereira, outro arguido, reclamou da decisão. Uma das questões prendia-se com o facto de no acórdão ter sido referido erradamente que o arguido tinha uma arma municada. Os magistrados corrigiram nesta parte a decisão. Fernando Madureira e outros arguidos podem ainda tentar avançar com recurso para o Supremo, embora exista pouca possibilidade de ser aceite. 

Madureira viu a 6 de fevereiro, os juízes desembargadores retirarem cinco meses à pena fixada na 1ª instância. Nesse mesmo dia, o ex-chefe da claque foi também libertado, uma vez que atingiu o prazo limite de dois anos em prisão preventiva. Existe a possibilidade de ainda ter de regressar à prisão para cumprir a restante pena fixada. A Justiça deu como provado que Madureira planeou calar apoiantes de Villas-Boas e que ocorreram ameaças e agressões. Ao todo, foram condenados nove arguidos.

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