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Final da Libertadores volta a ser adiada por "falta de condições desportivas"

Presidentes de River Plate e Boca Juniors vão reunir-se para agendar nova data.

25 de novembro de 2018 às 17:12
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Festa dentro do autocarro do Boca Juniors rapidamente passou a pânico

O presidente da Confederação Sul-americana de Futebol (CONMEBOL), Alejandro Domínguez, anunciou este domingo o adiamento da segunda mão da Taça Libertadores, com os presidentes de River Plate e Boca a agendarem uma reunião para encontrar nova data.

"As equipas não estão em igualdade de condições. A final será reprogramada", disse o dirigente da CONMEBOL, em declarações aos jornalistas, garantindo que os presidentes dos dois emblemas "vão viajar para Assunção para reagendar o jogo".

Segundo adiantou Domínguez, o jogo não poderá ser disputado durante a semana devido à Cimeira do G20, que vai decorrer em Buenos Aires, depois de o Boca ter este domingo pedido o adiamento do encontro e a aplicação de sanções ao River na sequência do ataque ao autocarro, no sábado.

"Depois dos atos de violência sofridos nas imediações do estádio, e de ter constatado a magnitude e gravidade dos mesmos, e as consequências que se deram no plantel, o Boca considera que as condições não estão reunidas e solicita a suspensão do jogo, assim como a aplicação das sanções correspondentes", pode ler-se num comunicado do emblema de Buenos Aires.

O jogo estava previsto para sábado pelas 17h00 locais (20h00 em Lisboa), mas foi adiado duas vezes para horas posteriores, antes de passar para as 17h00 (20h00) deste domingo, depois do ataque ao autocarro do Boca, a caminho do estádio Monumental, palco da segunda mão da final da 'Champions' sul-americana.

O dispositivo de segurança foi este domingo reforçado para garantir que não se repitam os ataques, que levaram ao arremesso de pedras e ao uso de gás lacrimogéneo pela polícia, o que acabou por magoar vários jogadores.

Segundo informaram fontes policiais à EFE, foram detidas 29 pessoas na sequência dos incidentes, mas as investigações aos distúrbios causados em torno do jogo continuam.

O presidente da Confederação Sul-americana de Futebol, Alejandro Domínguez, anunciou no sábado o adiamento, dizendo que não consegue "explicar o inexplicável", depois de o avançado do Boca Carlos Tévez ter dito, antes do anúncio do adiamento para domingo, que os jogadores estavam a ser "obrigados a jogar".

Vários jogadores do Boca ficaram feridos, por serem sido atingidos por vidros ou devido ao uso de gás lacrimogéneo por parte da polícia, com o capitão Pablo Pérez a ter de ser assistido no hospital, antes de regressar ao estádio, com uma pala a proteger o olho esquerdo.

No primeiro jogo, em casa do Boca, registou-se um empate a duas bolas, depois de a partida ter sido adiada um dia devido à chuva forte que alagou o relvado do estádio La Bombonera.

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