Lembra processo Apito Dourado e discorda “veementemente” do Secretário de Estado do Desporto, João Paulo Correia, que considerou o líder portista “uma referência”.
Um dos primeiros atos públicos do novo Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, foi um almoço de trabalho com Pinto da Costa no camarote presidencial do Estádio do Dragão, a 28 de abril.
Frederico Varandas aproveitou o discurso perante os sócios em Carregal do Sal, esta tarde, para colocar os pontos nos ‘is’ relativamente a afirmações de João Paulo Correia, decorrentes do referido encontro com Pinto da Costa. O presidente do Sporting assumiu o desagrado por ouvir o governante considerar Pinto da Costa "uma referência do desporto nacional" e lembrou, nesse contexto, uma escuta concreta do processo Apito Dourado.
"Sobre o senhor Pinto da Costa, sou obrigado a discordar veementemente do senhor Secretário de Estado do Desporto, que recentemente tomou posse. O senhor Pinto da Costa não é nem nunca poderá ser uma referência do desporto nacional. E eu vou explicar porquê, convidando o senhor Secretário de Estado a ouvir apenas uma escuta, entre muitas que estão disponíveis para qualquer pessoa na internet, do processo Apito Dourado. Destaco esta de 24 de janeiro de 2004 (horas antes de um FC Porto-Estrela da Amadora) onde, de viva voz, o presidente do FCP, senhor Pinto da Costa, por intermédio do empresário de jogadores António Araújo, oferece os serviços sexuais de três prostitutas à equipa de arbitragem liderada pelo árbitro Jacinto Paixão, a quem Pinto da Costa, nessa escuta, chama carinhosamente ‘JP’", começou por referir, prosseguindo com a resposta a João Paulo Correia.
"É verdade que estas escutas não foram autorizadas pela Justiça portuguesa para uso de prova e o senhor Pinto da Costa foi absolvido do processo. Mas, se é verdade que essas escutas não puderam ser usadas como prova, também é verdade que elas são reais e aconteceram mesmo. Aqui, senhor Secretário de Estado, não é preciso a Justiça dizer o quer que seja para sabermos que o senhor Pinto da Costa é um corruptor ativo e alguém que deveria estar banido do dirigismo desportivo há décadas. Difícil é explicar a qualquer cidadão como é que uma pessoa apanhada a dizer isto não é condenada", prosseguiu Varandas, perante a plateia do almoço comemorativo do Núcleo do Sporting de Carregal do Sal.
O ataque ao líder portista foi também uma mensagem clara para a Tutela. "Ao senhor Pinto da Costa, por mais que lhe custe e por mais tentativas que faça para tentar apagar as suas acções, será sempre recordado como um corruptor ativo. E eu aqui estarei para lhe recordar até ao último dia da sua presidência que é um corruptor ativo e uma vergonha para o desporto português, ao mesmo tempo que aguardarei com expectativa o desfecho do processo ‘cartão azul’. Um país que reconhece o senhor Pinto da Costa como uma referência é um país sem valores. E um país sem valores é um país sem futuro. Portugal não pode nem nunca poderá ser esse país", defendeu o presidente verde e branco.
Da Polícia Judiciária aos milhões de euros da FC Porto SAD
Sem se deter, Frederico Varandas admitiu que não seria "justo referir apenas o senhor Secretário de Estado" e mencionou outros elogios e… as omissões relacionadas com Pinto da Costa.
"Nestas últimas semanas tive a oportunidade de ler inúmeros comunicados e textos de personalidades da nossa praça a felicitarem os 40 anos da presidência do senhor Pinto da Costa e a enumerarem as qualidade, as conquistas e os feitos. Fiquei surpreendido é que na lista dos feitos não vi nada sobre as vergonhosas escutas do Apito Dourado, sobre o facto de este ter fugido para a Galiza horas antes de a Polícia Judiciária ir buscá-lo a sua casa, de ter pagado a familiares seus milhões de euros da FC Porto SAD e dos inúmeros casos de coação e intimidação a jornalistas como a recente agressão, vista por todo o mundo, a um jornalista da TVI por um elemento da comitiva do presidente. Se é para referir os feitos dos 40 de presidência, então, por favor que o façam com rigor e coragem", apelou, a finalizar.
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