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Ligação do 'Rei dos Frangos' ao Benfica marcada por detenção e vários negócios falhados

Foi detido na operação 'Cartão Vermelho', devido à relação suspeita com Luís Filipe Vieira. Polémica anulou acordo com Textor.

04 de maio de 2026 às 01:30

Aos 84 anos, José António dos Santos é um empresário de sucesso e respeitado. Tem mais de seis décadas de trabalho, ao longo das quais transformou um negócio de família, que tem os seus primórdios em 1875, num gigante agroalimentar. Gere o grupo Valouro (sensivelmente quatro dezenas de empresas) ao lado do irmão gémeo, António José. Os dois são casados, ambos sem filhos. A riqueza que acumularam - no início de 2025 a 'Forbes' calculava a fortuna da família Santos em cerca de 475 milhões de euros - ficará para os sobrinhos (os gémeos têm ainda os irmãos Manuel e Maria Júlia) ou para outros herdeiros designados.

José António foi, desde novo, um 'doente' do Benfica. Terá, inclusive, aprendido a ler sozinho para seguir as notícias do clube. O irmão gémeo, embora igualmente sócio dos encarnados, preferiu ficar fora do investimento na SAD. Só em 2020 o grupo Valouro, através de três empresas, passou a deter ações (2,71%).

A ligação ao Benfica teve o principal dissabor quando o 'Rei dos Frangos' foi detido, em julho de 2021, na operação 'Cartão Vermelho'. Nos mandatos para as buscas e detenções então realizadas, o Ministério Público (MP) sustentou que Luís Filipe Vieira, ex-presidente do Benfica, teria lançado a OPA em novembro de 2019 para compensar o empresário pelos vários financiamentos (num total de 44,7 milhões) que aquele lhe fizera. Se a polícia da bolsa não tivesse chumbado a OPA, José António dos Santos teria lucrado pouco mais de 11 milhões.

Para o avanço do MP, que quase cinco anos depois continua sem ter proferido despacho de acusação ou arquivamento, contribuiu o iminente negócio com John Textor. O norte-americano, que se afastou de Lyon e Crystal Palace e está em plena disputa pelo controlo do Botafogo, tinha um pré-acordo com o 'Rei dos Frangos' para adquirir 25% da SAD do Benfica por 50 milhões de euros. Depois de comprar as ações que faltavam para atingir essa percentagem (inclusive as que à data ainda pertenciam a Vieira), José António dos Santos teria pouco mais de 30 milhões de lucro.

Nas escutas do 'Cartão Vermelho' são ainda relatadas outras abordagens, inclusive a de um empresário russo, todas elas fracassadas.

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