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Mbemba vale por dois e entrega Taça de Portugal ao FC Porto

Central portista virou figura do jogo ao apontar os dois golos da vitória, numa partida em que os dragões acabaram com dez elementos.

02 de agosto de 2020 às 01:30

Dois golos de Mbemba valeram ontem a vitória por 2-1 sobre o Benfica e a 17ª Taça de Portugal ao FC Porto, que somou ainda a 8ª dobradinha (Liga e Taça) da História, num partida em que jogou com 10 desde os 38 minutos.

O campeão FC Porto entrou melhor. Com um futebol fluido e perigoso, fruto das boas movimentações de Corona. E foi o mexicano o primeiro a causar perigo, com um remate a obrigar Odysseas a defesa difícil.

O Benfica tentou reagir, mas sempre em esforço e sem capacidade real de criar ocasiões de golo. Uma equipa a demonstrar dificuldades gritantes, nomeadamente na zona de construção. E quando conseguia passar à finalização rapidamente a defesa portista anulava o lance.

Sem mais ocasiões de golo, foram as expulsões que acabaram por animar a primeira parte. Luis Díaz acabou expulso (38’), depois de ter visto dois cartões amarelos. O primeiro, logo aos 9’, e o segundo após uma entrada violenta sobre André Almeida. Artur Soares Dias mostrou o respetivo cartão vermelho e incendiou o banco portista. O técnico Sérgio Conceição acabou expulso também por duplo amarelo, após contestar as decisões do árbitro (43’).

Pinto da Costa desceu da bancada ao intervalo e a verdade é que o FC Porto não podia ter entrado melhor na segunda parte. Odysseas desviou mal um livre de Alex Telles e Mbemba cabeceou para o 1-0. Os dragões chegavam à vantagem, mesmo a jogarem com menos um elemento.

As águias esboçaram uma reação, mas o remate de Seferovic saiu mal direcionado.

Mas o balde de água fria para as águias chegou, outra vez, pela cabeça de Mbemba. Novo livre e o central portista antecipou-se a Rúben Dias e a Jardel para fazer o 2-0.

E se o Benfica ainda não se tinha encontrado no jogo, este murro no estômago acordou os os comandados de Nélson Veríssimo. A reação tardou, mas chegou num golo de Vinícius, de grande penalidade, a castigar uma mão na área de Diogo Leite. O jovem Jota ainda rematou ao poste no melhor período do Benfica, mas a taça já estava entregue.

Brandos contra onze, amorfos contra dez

André Almeida - Sem ser exuberante, foi, apesar disso, o melhor do Benfica em campo. Esteve seguro a defender e saíram dos seus pés os poucos cruzamentos perigosos no ataque encarnado. 

Rúben Dias – Não foi quem comprometeu, mas...

Jardel – Foi o melhor na defesa do Benfica, mas não chegou para evitar a derrota.

Nuno Tavares – Muito nervoso e precipitado, esteve mal a defender e pior a atacar.

Weigl – Duro, mas pouco esclarecido. Foi bem substituído aos 60 minutos.

Gabriel – Demorou a entrar no jogo e, sempre que tinha a bola, ligava o complicador.

Pizzi – Pouco criativo, esteve muitos furos abaixo do que habituou os adeptos.

Cervi – Mexido, mas pouco esclarecido, foi bem substituído ao intervalo.

Chiquinho – Até esteve bem na primeira meia hora, mas não entrou na segunda parte.

Seferovic – Inoperante a atacar, colocou em jogo Mbemba no segundo golo portista.

Rafa – Cavou a grande penalidade, mas pouco mais.

Vinícius – Marcou o penálti com qualidade e fez o golo.

Taarabt–Pouco esclarecido.

Jota – Ainda atirou ao poste.

Dyego Sousa – Não se viu.

Eixo central carrega dragão até à vitória

Manafá – Remetido a tarefas defensivas, saiu por cima face a Cervi e Rafa.

Pepe – Nenhum dos três avançados do Benfica teve hipóteses na sua zona de ação.

Mbemba - Noite perfeita. Intransponível na defesa (grande corte aos 54’), foi no ataque que se destacou, com dois golos plenos de oportunidade em que mostrou um exímio jogo de cabeça.

Alex Telles – Está, outra vez, numa bola parada que resulta em golo.

Danilo – Incansável e um líder. Eficaz a destruir o jogo encarnado.

Uribe – Nem pareceu que esteve lesionado. É uma formiguinha, cujo trabalho passa despercebido, mas é fulcral para o ascendente da equipa.

Otávio – O desenrolar do jogo tornou-o menos influente no processo ofensivo, mas não teve problemas em arregaçar as mangas e trabalhar.

Corona – As jogadas de perigo portistas até ao intervalo saíram dos seus pés.

Luis Díaz – Foi expulso após duas entradas duras a meio-campo. Falta de senso inaceitável ao mais alto nível.

Marega – Noite inglória após a expulsão de Díaz.

Diogo Leite – Entrada infeliz, com um penálti que roça a infantilidade.

Sérgio Oliveira – Sem bola, foi pouco influente.

Loum – Ajudou no sufoco.

ANÁLISE

+Mbemba... o goleador

Mbemba foi a figura desta final. O defesa-central, que foi ganhando um lugar na equipa a devido à lesão de Marcano, aproveitou as oportunidades. Ontem brilhou com dois golos, tantos quantos marcou na Liga (26 jogos). Tornou-se no terceiro defesa a bisar numa final da Taça. Pietra e Paulo Pereira foram os outros.

Expulsão de Luis Díaz

Arbitragem segura

Artur Soares Dias realizou uma arbitragem segura e sem medo. Não hesitou na hora de expulsar bem Luís Díaz, embora a falta do segundo amarelo justificasse por si só o vermelho direto, e Sérgio Conceição, visivelmente exaltado e revoltado com a equipa de arbitragem.

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