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Tinha 78 anos.
Franz Beckenbauer, lenda do futebol alemão, morreu este domingo aos 78 anos, avançou a família do ex-jogador.
"É com profunda tristeza que vos informamos que o meu marido e o nosso pai Franz Beckenbauer faleceu pacificamente ontem, domingo, rodeado pela família. Pedimos que façam o vosso luto em silêncio e que se abstenham de fazer perguntas", pode ler-se no comunicado da família, citado pelo Traunsteiner Tagblatt.
de alcunha 'Kaiser', ou 'Imperador,
O antigo defesa e médio foi ainda um dos destaques da ascensão do Bayern de Munique a potência mundial, vencendo três vezes a Taça dos Campeões Europeus (atual Liga dos Campeões), tendo ganho a Bola de Ouro em 1972 e 1976.
Nascido em 11 de setembro de 1945, na cidade de Munique que viria a defini-lo, acabou por ficar marcado pela passagem pelo Bayern, em que jogou de 1964 a 1977, ajudando a estabelecer o líbero - um tipo de defesa central 'livre', com capacidade e permissão para também subir no terreno - como posição determinante num esquema tático.
A nível de clubes, o jogador de 1,81 metros passou ainda pelo New York Cosmos, na 'constelação' norte-americana que também contou com Pelé, Johan Cruyff ou Carlos Alberto, mas também pelo Hamburgo, com quem também foi campeão da Alemanha.
No Bayern, contudo, venceu três vezes a Taça dos Campeões Europeus (atual Liga dos Campeões), em 1974, 1975 e 1976, e uma Taça Intercontinental, em 1976, numa carreira com vários títulos da Bundesliga e outras taças, tendo jogado pela Alemanha Ocidental 103 vezes, 50 como capitão, apontando 14 golos.
Foi a figura do futebol do seu país, com Gerd Müller e Sepp Maier, e jogou o "Encontro do Século" com uma fratura, e de braço 'ao peito', contra a Itália, nas meias-finais do Mundial de 1970, perdendo no prolongamento por 4-3, numa das imagens mais marcantes da carreira, que teve ainda continuação como treinador de sucesso, sobretudo pela Alemanha.
Chamado a assumir a 'mannschaft' depois do Euro1984, um 'fracasso' para os germânicos, levou-os à final do Mundial1986, perdido para a Argentina de Diego Maradona, antes da 'vingança', contra a mesma equipa, na decisão de 1990, em Roma.
Igualava, então, a 'lenda' do futebol brasileiro Mário Zagallo, tendo visto, depois, o francês Didier Deschamps entrar neste 'panteão', quando o gaulês venceu a competição como jogador, em 1998, e como selecionador, 20 anos depois.
Trabalhou em Marselha como treinador, mas a gestão agradava-lhe mais e ajudou a 'guiar' o seu Bayern nos anos 1990, ao lado de Karl-Heinz Rummenigge e Uli Hoeness, mas também no Comité Executivo da FIFA e na missão, bem sucedida, de conseguir que a Alemanha organizasse o Mundial2006.
Este envolvimento levá-lo-ia a problemas com a justiça, sendo alvo de uma investigação, e depois suspenso, enquanto 'vice' da FIFA quando o Mundial de 2022 foi atribuído ao Qatar, em 2010.
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