Barra Cofina

Correio da Manhã

Desporto
6

Odysseas salva pobre Benfica na Taça da Liga

Boavista foi melhor do que as águias e merecia outro desfecho que não a derrota nos penáltis, depois do 1-1 nos 90’.
Filipe António Ferreira 26 de Janeiro de 2022 às 01:30
Odysseas  foi o melhor  jogador em campo.  Fez grandes  defesas  e no fim ‘parou’ um penálti
Odysseas foi o melhor jogador em campo. Fez grandes defesas e no fim ‘parou’ um penálti FOTO: Lusa
O Benfica está na final da Taça da Liga, a oitava do seu historial, num jogo pobre que ficou decidido apenas nas grandes penalidades, com Weigl a marcar o remate decisivo, já depois de Odysseas ter defendido um dos penáltis.

As muitas ausências em ambas as equipas ajudam a explicar alguma desinspiração no primeiro tempo. Mas não explicam tudo. O Benfica, com o 4x3x3 pela primeira vez desde o início, acabou por ser apenas suficiente para ultrapassar um Boavista com muitas adaptações e sempre com muita transpiração.
O arranque dos encarnados até foi positivo. Yaremchuk colocou Bracali à prova após uma boa jogada coletiva. Pouco depois, Everton aproveitou um erro de todo o tamanho de Nathan (lateral que jogou a central) para fazer o golo.

O Boavista reagiu. Foi o mais rematador durante toda a primeira parte (e depois na segunda), mas o domínio não se traduziu em golos, diante de um Benfica com outras armas e que mesmo assim não conseguiu ser superior. Ainda assim, a derradeira chance antes do descanso foi das águias. Diogo Gonçalves (substituiu Rafa que testou positivo à Covid-19) cruzou bem para Everton, que em excelente posição atirou para as nuvens.

Na segunda parte mandou quase sempre o Boavista. Teve mais intensidade e mais vontade de ganhar. Empatou de penálti, mas teve outras chances para conseguir vencer no tempo regulamentar. Odysseas, com três grandes defesas, evitou o descalabro total da sua equipa, que ainda teve uma excelente chance por Pizzi em cima do minuto 90’.

Nos penáltis (final four da Taça da Liga não tem prolongamento), o Benfica foi mais feliz, beneficiando do desacerto axadrezado nas finalizações e de Odysseas em grande ao defender um dos castigos máximos.

A águia vai tentar o oitavo troféu, mas terá de mostrar uma outra cara se quiser levantar a taça, quer o adversário seja o Sporting ou o Santa Clara.

"Objetivo de estar na final foi cumprido"
Objetivo de estar na final foi cumprido. Fizemos uma boa primeira parte, onde criámos várias situações de perigo. Na segunda metade, a equipa sofreu o golo de penálti e encolheu-se, mas acabámos a partida por cima", disse o técnico benfiquista Nélson Veríssimo, na análise ao jogo desta terça-feira com o Boavista.

O treinador das águias reconheceu o "mérito do Boavista" em explorar os espaços dados no lado direito e enalteceu a "forma como a sua equipa deu a volta e conseguiu terminar o jogo por cima", criando várias ocasiões de golo, destacando um "remate de Pizzi".

Já sobre o triunfo dos penáltis, Veríssimo admitiu que essa possibilidade foi treinada e recusou "tratar-se de uma lotaria". "Sabíamos que era uma possibilidade de decisão do jogo e trabalhámos isso. Os penáltis são fruto do trabalho e da competência, mesmo aqueles que falharam", acrescentou, revelando que "não está preocupado" com o adversário da final de sábado, o vencedor do Sporting-Santa Clara.

Fenerbahçe e Everton tentaram a contratação de Jorge Jesus
Os turcos do Fenerbahçe e os ingleses do Everton foram dois dos clubes que tentaram contratar o técnico Jorge Jesus recentemente, apurou o Correio da Manhã. O treinador de 67 anos, que continua a receber o salário do Benfica até arranjar um novo clube (ou até final desta época), declinou os convites, alegando que pretende iniciar um novo projeto apenas no arranque da nova temporada.

Guardião evitou naufrágio encarnado
Odysseas - Salvou mais uma vez a sua equipa de uma derrota que parecia certa, executando sete defesas durante os 90’. Na marcação dos penáltis voltou a ser decisivo ao defender um.
Valentino Lázaro – Exibição muito fraca do lateral austríaco: a defender e a entregar.
Morato – Infantilidade ao cometer um penálti inútil (50’). Há erros que marcam.
Vertonghen – Capitão da equipa, fez cortes importantes. Falhou o seu penálti.
Grimaldo – Dinâmico na esquerda, tentou o desequilíbrio. Penálti bem marcado.
Weigl– Igual a si próprio. Alguns bons pormenores e perdas de bola evitáveis. Marcou o penálti decisivo.
João Mário – Tem vindo a perder preponderância no jogo da equipa. Transporta bem mas sem rasgos no passe.
Paulo Bernardo – Um ou outro bom pormenor mas com muitos problemas nos duelos do meio-campo.
Diogo Gonçalves – Ocupou o lugar de Rafa. Ativo nos primeiros 25 minutos mas desapareceu até ser substituído.
Everton – Inaugurou o marcador após erro do adversário e por vezes agitou.
Yaremchuk – Sozinho e desamparado na frente. O avançado não consegue explodir.
Gil Dias – Dinâmico.
Gonçalo Ramos – Pouco em jogo, tentou de remate
Radonjic – Nada a registar.
Meité – Marcou penálti.
Pizzi – Fez remate para grande defesa de Bracali. Falhou o primeiro penálti.

POSITIVO E NEGATIVO
Quase houve Boavistão
A equipa de Petit merecia muito mais que o desfecho dos penáltis. Fez uma bela segunda parte. Esteve muito perto de fazer história e alcançar pela primeira vez a final da competição. Foi um Boavistão de raça.

Mais um apagão
Pouco, muito pouco. O Benfica voltou a fazer uma exibição paupérrima. Jogadores a passo, sem vontade e sem qualidade. Valeu a passagem à final. Muita coisa vai ter de mudar para os lados da Luz.

ARBITRAGEM
Boas decisões
Fábio Veríssimo esteve sempre perto dos lances. Foi também bem auxiliado no que aos foras de jogo diz respeito. No lance mais complicado, ajuizou bem o penálti que deu o 1-1.
Ver comentários
}