Presidente do Arema FC já pediu desculpa pela tragédia.
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O presidente do clube de futebol indonésio Arema FC, em cujo estádio morreram no sábado 125 pessoas, pediu esta segunda-feira desculpa e garantiu que está a "cooperar e a apoiar" a investigação ao trágico acontecimento.
"Esperamos encontrar a raiz do problema", disse Gilang Widya Pramana, numa breve declaração ao canal televisivo Kompas TV, garantindo que o clube "compensará financeiramente as famílias das vítimas e dos feridos".
O presidente da Indonésia, Joko Widodo, vai indemnizar as famílias das 125 pessoas que morreram sábado num estádio de futebol, anunciou esta segunda-feira o ministro responsável pela segurança no país.
"Como sinal de condolências, o presidente doará 50 milhões de rupias [cerca de 3.340 euros] para a família de cada pessoa falecida", disse Mohammad Mahfud Mahmodin, em conferência de imprensa, acrescentando que as quantias serão pagas dentro de dois a três dias.
A tragédia aconteceu depois de cerca de 3 mil adeptos do Arema FC terem invadido o relvado após a derrota frente ao rival Persebaya Surabaya (2-3) e terem entrado em confronto com as forças de segurança, que por sua vez utilizaram gás lacrimogéneo.
A polícia indonésia anunciou esta segunda-feira que está a investigar 18 agentes que terão estado envolvidos no lançamento de gás lacrimogéneo durante os distúrbios ocorridos no sábado num estádio na ilha de Java, que causaram 125 mortos.
Segundo Dedi Prasetyo, porta-voz da polícia, os oficiais que estão a ser alvo de uma investigação eram os responsáveis pelo uso de armas de gás lacrimogéneo, no estádio de futebol Kanjuruhan, em Malang, onde ocorreram os incidentes.
De acordo com a mesma fonte, as autoridades estão a visionar as imagens captadas pelas câmaras de segurança junto ao estádio para tentar identificar os suspeitos de "causaram distúrbios no interior e exterior do recinto".
Segundo o chefe da polícia de Java Oriental, Nico Afinta, a maioria das mortes foi causada pela debandada de adeptos, muitos dos quais sufocados enquanto tentavam sair do estádio. Muitas das pessoas morreram espezinhadas no caos da debandada.
Nos tumultos, que se estenderam ao exterior do estádio, morreram pelo menos dois agentes da polícia. O campeonato indonésio de futebol foi suspenso e as autoridades ordenaram um inquérito aos incidentes.
Os policias estavam "de serviço" e eram responsáveis por "operar com as espingardas" para disparar botijões de gás, disse o porta-voz da polícia Dedi Prasetyo em conferência de imprensa, após as primeiras investigações internas ao incidente.
O funcionário também indicou que estão a ser visionadas as imagens captadas por mais de 30 câmaras de segurança perto do estádio para identificar suspeitos de "destruir propriedades dentro ou fora" do recinto desportivo.
De acordo com os números oficiais - que foram revistos no domingo após uma série de erros na contagem - 125 pessoas morreram, incluindo 32 crianças, e 323 ficaram feridas em graus variados, numa das maiores tragédias da história do futebol mundial.
O uso de gás lacrimogéneo contra adeptos, proibido dentro dos estádios pelo regulamento da FIFA - o órgão máximo do futebol mundial - tem sido criticado por organizações que garantem os direitos humanos, como a Amnistia Internacional e a Organização dos Direitos Humanos.
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